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Kalil: Câmara de BH pede que Tribunal de Contas acelere análise  

Documento com questionamentos foi enviado à PBH pelo vereador Gabriel Azevedo 

Ex-prefeito Alexandre Kalil nega irregularidades

Documento da Câmara Municipal de Belo Horizonte enviado à Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) questiona a Secretaria Municipal de Planejamento Orçamento e Gestão sobre gastos de 2019. É uma reação à recomendação do Ministério Público de Contas (MPC) para rejeição das contas da gestão do ex-prefeito Alexandre Kalil (PSD). Em parecer, o procurador Glaydson Massaria aponta que houve 'contabilidade criativa' durante o mandato de Kalil "para encobrir a insuficiência financeira do RPPS-BH de mais de R$ 20 bilhões".

As perguntas enviadas pela Câmara Municipal vão desde os cálculos utilizados na contabilidade do município até para onde os foram destinados. O requerimento com os questionamentos foi solicitado pelo vereador Gabriel Azevedo (sem partido)

“Os questionamentos deverão ser respondidos e a presença do secretário deverá esclarecer os fatos. E o mais importante é que o Tribunal do Estado acelere, não postergue, porque a Câmara Municipal de Belo Horizonte precisa julgar as contas do prefeito. As contas são coisas sérias, preocupante pra nossa cidade, preocupante para os belo-horizontinos e é preocupante pros mineiros”.

Em nota, o ex-prefeito Alexandre Kalil respondeu com críticas ao Procurador Glaydson Massaria. Segundo o texto, o procurador do MPC "sempre demonstrou que está a serviço da oposição na Câmara Municipal."

O ex-prefeito afirmou ainda que o orçamento da prefeitura é menor que o valor de R$ 20 bilhões e, portanto, as contas não batem.

Para o vereador, a resposta não é o suficiente. “Os questionamentos foram enviados ao secretário competente. Note que na verdade o prefeito não deve nem entender da administração pública de modo a explicar isso. Tanto que ele não falou nada a respeito do assunto técnico. Ele partiu pro ataque ao procurador, fazendo ilações sobre a sua pessoa e sobre o seu trabalho”, concluiu.

Uma audiência pública para debater o tema foi solicitada para o final de junho, com participação do subsecretário de Gestão Previdenciária de Saúde do Segurado, Gleison Pereira de Souza .

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