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Supremo do Peru ratifica direito à eutanásia a mulher com doença incurável 

Ana Estrada sofre desde os 12 anos de polimiosite, uma doença incurável que provoca fraqueza muscular progressiva

Em decorrência da doença, Ana usa cadeira de rodas há 25 anos

A Suprema Corte de Justiça do Peru ratificou nesta quinta-feira (14) a sentença de um tribunal de Lima, que reconheceu o direito de uma mulher de 45 anos que sofre de uma doença incurável e degenerativa de morrer.

"Com quatro votos é aprovada em parte a sentença consultada", à qual se opuseram dois magistrados, diz uma resolução do Poder Judiciário. Ainda está pendente resolver o aspecto vinculado ao protocolo para executar o procedimento médico da eutanásia.

O 10º Juizado Constitucional da Corte Superior (de Apelações) de Lima ordenou ao Ministério da Saúde e ao Seguro Social de Saúde (Essalus) "respeitar a decisão" de Ana Estrada, de 45 anos, "de pôr fim à sua vida através do procedimento técnico da eutanásia", em fevereiro de 2021.

A sentença diz que deve-se "entender por eutanásia a ação de um médico de fornecer de forma direta (oral ou intravenosa) um fármaco destinado a pôr fim à sua vida".

Estrada sofre desde os 12 anos de polimiosite, uma doença incurável que provoca fraqueza muscular progressiva e por isso ela usa cadeira de rodas desde os 20 anos, segundo a imprensa peruana.

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