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Ataque russo que matou 13 em shopping na Ucrânia é 'ato terrorista', diz Zelensky

Conselho de Segurança da ONU se reunirá nesta terça, a pedido de Kiev, para discutir recentes ataques russos a alvos civis

Shopping na cidade de Kremenchuk ficou completamente destruído

O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, classificou como "ato terrorista" o ataque com mísseis russos que destruiu um shopping center na cidade de Kremenchuk, no centro da Ucrânia. Pelo menos treze pessoas morreram e mais de 40 ficaram feridas. 

"O ataque russo de hoje contra um shopping center em Kremenchuk é um dos atos terroristas mais escancarados da história europeia. Uma cidade pacífica, um centro comercial comum, onde havia mulheres, crianças, civis comuns", disse Zelensky em vídeo publicado nesta segunda-feira (27) no Telegram.

O Conselho de Segurança da ONU convocou para amanhã uma reunião de emergência sobre o assunto, a pedido do governo ucraniano, para avaliar os últimos bombardeios russos contra objetivos civis na Ucrânia, informaram fontes diplomáticas nesta segunda-feira (27).

Ataque russo em shopping

O ataque ocorreu mais cedo e ainda não há um número oficial de mortos. De acordo com autoridades ucranianas, o shopping estava cheio, com cerca de 1.000 pessoas no momento do bombardeio.

"Os ocupantes dispararam um míssil contra um shopping onde havia mais de mil civis. O shopping está em chamas e as equipes de resgate combatem o fogo. O número de vítimas é impossível de imaginar", escreveu mais cedo, no Facebook, o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky.

Ele acompanhou sua mensagem com um vídeo que mostra o centro comercial pegando fogo, com grandes colunas de fumaça e caminhões dos bombeiros.

Segundo a Força Aérea da Ucrânia, o shopping foi atacado com mísseis Kh-22 disparados a partir de bombardeiros de longo alcance Tu-22 da região russa de Kursk.

"O tiro de míssil em Kremenchuk atingiu um local muito movimentado sem qualquer relação com as hostilidades", denunciou no Facebook Vitali Maletsky, prefeito desta cidade que tinha 220.000 habitantes antes da guerra.

"Há mortos e feridos. Mais detalhes chegarão", acrescentou.

O governador regional, Dmytro Lunin, denunciou um "crime de guerra" e um "crime contra a humanidade", bem como um "ate de terror não dissimulado e cínico contra a população civil".

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