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ONU investiga denúncias de sequestro e adoção ilegal de crianças ucranianas na Rússia

Alta comissária dos Direitos Humanos, Michelle Bachelet, recebeu denúncias em que constam sequestros de menores de idade em orfanatos na Ucrânia

Autoridades russas teriam permitido retirada de crianças da Ucrânia

A alta comissária dos direitos humanos da ONU, Michelle Bachelet, afirmou nesta quarta-feira (15) que sua equipe investiga as denúncias de que crianças ucranianas estão sendo enviadas à Rússia para serem adotadas em meio ao conflito. 

Bachelet afirmou na 50ª sessão do Conselho de Direitos Humanos em Genebra que estão "investigando as denúncias de crianças deportadas à força da Ucrânia para a Federação Russa". 

De acordo com as alegações, algumas crianças foram "sequestradas de orfanatos e depois entregues para adoção na Rússia", disse ele. 

Bachelet especificou que sua equipe não pode confirmar as acusações ou estimar quantas crianças seriam afetadas. 

"Estamos preocupados com os supostos planos das autoridades russas de permitir a transferência de crianças da Ucrânia para a Federação Russa, que não parece incluir medidas de reagrupamento familiar ou respeitar os interesses dos menores", disse o alto comissário. 

"Vamos acompanhar a situação de perto", concluiu.

A ONU começou a alertar em março sobre o risco de crianças ucranianas serem forçadas à adoção, especialmente cerca de 91 mil menores que vivem em instituições ou internatos, muitos deles localizados no leste do país. 

Asfhan Khan, diretor-geral para a Europa e Ásia Central do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) alertou esta semana que "a adoção nunca deve ocorrer durante ou imediatamente após uma emergência".

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