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EUA recebe 20.000 refugiados e anuncia US$ 314 milhões em ajuda

Anúncio foi feito no último dia da Cúpula das Américas, que ocorre em Los Angeles

Biden discursou durante Cúpula das Américas

Os Estados Unidos receberão 20.000 refugiados da América Latina em 2023 e 2024 e desembolsarão US$ 314 milhões em ajuda para migrantes na região, enquanto o México dobrará as permissões de trabalho fronteiriços, anunciou a Casa Branca nesta sexta-feira (10).

No último dia da Cúpula das Américas em Los Angeles, os líderes latino-americanos adotarão a chamada Declaração de Los Angeles sobre Migração e Proteção, voltada para compartilhar responsabilidades na gestão do fluxo migratório.

Os Estados Unidos se comprometem a abrir as portas para 20.000 pessoas, ou seja, o triplo de refugiados recebidos neste ano, informa a Casa Branca em um comunicado.

O governo do presidente Joe Biden também se propõe a "aumentar" a recepção de refugiados haitianos, mas não forneceu números e concederá 11.500 vistos de trabalho temporário aos cidadãos do Haiti e da América Central diante da escassez de mão de obra nos Estados Unidos. 

A título de comparação, Washington se comprometeu a acolher 100.000 ucranianos depois que a Rússia invadiu seu país. 

Fundo para refugiados

Por outro lado, anunciou US$ 314 milhões em novos fundos para "ajuda humanitária e assistência ao desenvolvimento de refugiados e migrantes vulneráveis" na América Latina, que inclui um programa para venezuelanos que emigraram para 17 países da região.

Cerca de 7.500 migrantes irregulares, em sua maioria da América Central, mas também de Cuba, Nicarágua, Venezuela e Haiti, tentam cruzar diariamente a fronteira com os Estados Unidos, segundo dados oficiais do mês de abril.

De acordo com o comunicado sobre a Declaração de Los Angeles, como a Casa Branca a chama, o México aumentará de 10.000 para 20.000 o número de Cartões de Trabalhador de Fronteira, o que permite residir em um país e trabalhar em outro. 

O governo mexicano também lançará um novo programa de trabalho temporário para entre 15.000 e 20.000 pessoas de Guatemala por ano e planeja ampliá-lo para Honduras e El Salvador a médio prazo. 

Além disso, com o apoio da Agência da ONU para os Refugiados, integrará 20.000 refugiados no mercado de trabalho mexicano nos próximos três anos.

O texto da declaração lista algumas das medidas que os países vão tomar, já que o governo Biden vinha exigindo "compartilhar responsabilidades". 

Belize lançará um plano de regularização para migrantes irregulares, Costa Rica renovará um programa de proteção temporária para cubanos, venezuelanos e nicaraguenses e Equador emitiu um decreto estabelecendo uma forma de conceder status de imigração regular para venezuelanos que entraram no país por uma porta de entrada oficial. 

A Guatemala aprovou, por sua vez, uma nova legislação para promover programas de migração trabalhista legal e o Canadá abrirá suas fronteiras para 50.000 trabalhadores do setor agrícola, disse o comunicado.

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