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ONG denuncia que Irã executou 12 prisioneiros 

Presos eram da minoria étnica Baluchi, de crença sunita; no Irã, xiitas são maioria

Entidades questionam critérios para a pena de morte no Irã

O Irã executou 12 detentos em uma prisão do sudeste, denunciou nesta terça-feira (7) a ONG norueguesa Iran Human Rights (IHR), destacando sua preocupação com o aumento das execuções na República Islâmica.  

Onze homens e uma mulher, com condenações que iam do tráfico de drogas até assassinato, foram enforcados na segunda-feira (6) na prisão de Zahedan, na província de Sistão-Baluchistão (perto das fronteiras com Afeganistão e Paquistão), afirmou a ONG norueguesa IHR, que trabalha no Irã. 

Todos eles eram membros da minoria étnica baluchi, de crença sunita, em um país onde o xiismo é majoritário, acrescentou.

Ativistas expressaram preocupação com a execução desproporcional de membros de minorias religiosas e étnicas no Irã, especialmente curdos, árabes e baluchis.

Diante do aumento dos protestos no país devido ao aumento do preço dos bens básicos, o Conselho Nacional de Resistência do Irã, proibido no país, acredita que "o governo está intensificando a repressão e os assassinatos".

"Os dados reunidos pela Iran Human Rights mostram que os prisioneiros baluchis foram 21% de todas as execuções em 2021, quando representam apenas entre 2% e 6% da população", explicou a ONG.

Segundo o IHR, 333 pessoas foram executadas no Irã em 2021, 25% a mais que em 2020. 

Por sua vez, a Anistia Internacional, em seu relatório anual de execuções no mundo afirma que no Irã houve 28% em 2021, mas alerta que este número pode ser mais alto.

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