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Sheryl Sandberg vai deixar posto de chefe de operações da Meta

Executiva chegou à companhia em 2008 e ajudou a criar o negócio de anúncios do Facebook

Sheryl Sandberg passou 14 anos na Meta e ajudou a desenvolver o negócio de anúncios do Facebook

Depois de 14 anos como a segunda executiva mais importante da Meta, Sheryl Sandberg vai deixar a empresa no segundo semestre de 2022. Sheryl vai deixar de ser a chefe de operações da companhia, mas continuará como parte do conselho da corporação.

Sheryl chegou ao Facebook em 2008 para auxiliar a empresa em sua oferta inicial pública de ações (IPO) e construir a área de anúncios. Antes disso, ela havia passado seis anos no Google para criar a área de AdWords e AdSense. Na Meta, o departamento tem sofrido ataques da Apple e dos reguladores na habilidade de direcionar anúncios — o que levou a uma queda no crescimento das receitas e no preço das ações da companhia.

Mark Zuckerberg diz que esse é o fim de uma era e que ele não pretende substituir o cargo dela na estrutura da empresa. Javier Olivan, chefe de crescimento da Meta, um dos executivos mais poderosos da empresa, mas pouco conhecido, vai ser o novo diretor de operações, mas de uma forma mais tradicional — ou seja, sob o comando de Zuckerberg.

Com isso, o poder volta às mãos do CEO, uma vez que o executivo de recursos humanos e jurídico também já responde diretamente a ele. Segundo profissionais que trabalharam com Sheryl, a partida dela já era esperada há muito tempo. “Não será um choque para ninguém”, disse Drew Pusateri, que era do departamento de comunicação da Meta, no Twitter.

I have no real thoughts on Sheryl as a person/leader but this will be an incredibly non-shocking departure to basically everyone inside the company https://t.co/E8fgBROSVA

— Drew Pusateri (@drewpusateri) June 1, 2022

Nos últimos anos, a executiva estava cada vez menos envolvida com o segmento de anúncios da empresa, apesar de continuar a ser a porta-voz oficial sobre o assunto. Paralelamente, ela passou a promover líderes da equipe para posições superiores: Marne Levine se tornou diretor de negócios e Nick Clegg assumiu como presidente e passou a reportar diretamente para Zuckerberg.

A decisão de sair da companhia foi informada a Zuckerberg no fim de semana. Apesar de ter sido acusada recentemente de usar sua posição para reprimir reportagens negativas sobre Bobby Kotick, seu ex-namorado e CEO da Activision Blizzard, sua decisão de deixar a Meta não está relacionada a esse escândalo — uma investigação interna do Facebook sobre o assunto já foi encerrada.

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