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Nubank estorna valores furtados de estudante pelo celular

Depois de relatar, no Twitter, tentativas de solução sem sucesso, Thamires obteve retorno positivo da fintech

Furto de celular levou a transferências não autorizadas de dinheiro

Thamires Norberto, uma estudante que teve o iPhone XR furtado e todo o dinheiro que tinha no Nubank transferido para uma desconhecida, conseguiu obter o estorno do valor. Para isso, entretanto, foi preciso contar toda a situação no Twitter — já que ao entrar em contato com as instituições envolvidas, ela alega que só enfrentou descaso das empresas.

Ela relata que todos os aplicativos tinham senhas (diferentes entre si) e a própria entrada no aparelho era feita por meio de biometria. Como, então, os criminosos conseguiram acesso aos apps financeiros? Arthur Igreja, especialista em tecnologia e segurança digital, diz que há muitas hipóteses. 

Muitas vezes, o usuário acredita que usou todas as medidas de segurança, mas pode ter deixado de tomar algumas precauções. “Se o e-mail estiver aberto, por exemplo, é possível pedir a recuperação de senha”, destaca. “Além disso, o golpista pode ter observado a pessoa em um espaço público e visto que tipo de senha ela usa para fazer o desbloqueio de tela.” 

A sensação das vítimas é que as empresas só começam a atuar no caso quando o relato chega às redes sociais. “Recebo muitas mensagens de pessoas que não tiveram o mesmo respaldo”, conta Thamires à Itatiaia.

Segurança cada vez mais robusta

Para Igreja, a morosidade está relacionada às verificações das empresas para que elas próprias não sejam vítima de golpe. Quando chega às redes sociais, entretanto, a dimensão de exposição da empresa se amplifica. “Como as pessoas conseguem se manifestar com muita facilidade, isso viraliza e pode se tornar prejudicial à marca. Por isso, elas tendem a reagir mais rápido”, avalia o especialista.

Ele diz que os cuidados devem ser cada vez maiores, já que, infelizmente, esses golpes são uma realidade. “Usar biometria, ter uma pasta oculta para determinados aplicativos e escolher senhas cada vez mais complexas. Além disso, é preciso conhecer os procedimentos para contornar ou reduzir os danos em caso de incidente”, ensina. “Tem de ter tudo muito preparado para o caso de se tornar vítima.”

Igreja destaca, ainda, que é do interesse das fintechs que o sistema seja seguro. “Falta a evolução da tecnologia”, aponta. “Assim como os golpistas procuram falhas, as empresas também o fazem. Elas cada vez mais usarão barreiras e elementos para identificar comportamentos anômalos. Certamente a tecnologia vai crescer ou as ferramentas boas, como o Pix, vão cair em desuso.”

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