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Entenda como o Fortaleza pode se livrar do ‘transfer ban’ e contratar em janeiro

Clube só deve ser julgado na Suíça no segundo semestre de 2024 e avalia que estará livre para participar das janelas de transferências até lá

Lucero, atacante do Fortaleza que está jogando por meio de efeito suspensivo

Lucero, atacante do Fortaleza que está jogando por meio de efeito suspensivo

Divulgação/Fortaleza

A diretoria do Fortaleza entende que poderá contratar jogadores na janela de transferências que abrirá em 11 de janeiro de 2024, apesar do “transfer ban” imposto pela Fifa ao clube desde agosto.

O departamento jurídico recorreu ao TAS (Tribunal Arbitral do Esporte), na Suíça, e o julgamento só deve ocorrer no segundo semestre do ano que vem, segundo o vice-presidente do Leão, Alex Santiago. Com isso, o clube já pediu à Fifa o fim da proibição de negociar jogadores por entender que estaria sendo punido antes de uma decisão final da Justiça, o que fere regras do direito.

“O que nos foi passado pela assessoria jurídica é a expectativa de que poderá se movimentar normalmente [para negociar], até porque não tem como ter punição antecipada ao segundo julgamento. Não se poderia impor punição antes que esse julgamento aconteça. Isso não faz sentido de acordo com os princípios gerais do direito. Estamos muito tranquilos de que as movimentações nas janelas, até esse segundo julgamento, vão acontecer normalmente”, disse Santiago.

O clube brasileiro foi proibido pela Câmara de Resolução e Disputas da Fifa de contratar por duas janelas de transferência por, no entendimento da entidade, dever ao Colo Colo, do Chile, pela contratação do atacante argentino Martín Lucero, em janeiro de 2023.

Com isso, o Fortaleza só poderia voltar a registrar novos atletas em janeiro de 2025. Lucero também foi suspenso por quatro meses, mas está jogando por meio de um efeito suspensivo.

As janelas de transferências no Brasil em 2024 serão de 11 de janeiro a 7 de março e de 10 de julho a 2 de setembro.

Entenda o caso

Os chilenos acionaram a Fifa alegando não pagamento da rescisão de contrato na saída do atleta para o Fortaleza, em janeiro de 2023.

O Fortaleza assinou com Lucero até o fim de 2025. O jogador alega que o clube chileno recebeu US$ 1 milhão (R$ 4,8 milhões) de indenização no início de 2023, o que fez dele um agente livre.

A direção do Colo-Colo diz que Lucero não tinha cláusula de saída e acusa o Fortaleza de ter induzido o rompimento de contrato que vencia em dezembro de 2025.

Formado em jornalismo pela PUC-Campinas em 2000, trabalhou como repórter e editor no Diário Lance, como repórter no GE.com, Jornal da Tarde (Estadão), Portal IG, como repórter e colunista (Painel FC) na Folha de S. Paulo e manteve uma coluna no portal UOL. Cobriu in loco três Copas do Mundo, quatro Copas América, uma Olimpíada, Pan-Americano, Copa das Confederações, Mundial de Clubes, Eliminatórias e finais de diversos campeonatos.
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