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Pelo Fluminense, Cano vai atingir nova marca ao final da Copa Libertadores

Artilheiro do torneio continental com 12 gols, camisa 14 será apenas o segundo argentino a ser artilheiro por um clube brasileiro

Cano soma 12 gols na Copa Libertadores e já confirmou o posto na competição

Cano soma 12 gols na Copa Libertadores e já confirmou o posto na competição

Marcelo Gonçalves/FFC

Com a artilharia da Copa Libertadores sacramentada, Germán Cano vai gravar mais uma vez seu nome na história do Fluminense. Com 12 gols marcados no torneio, o camisa 14 se tornará o segundo argentino, apenas, a ser goleador máximo do torneio defendendo um clube brasileiro.

Em 2016, o atacante do São Paulo, Jonathan Calleri, com nove gols, se tornou o primeiro hermano a atingir esse feito defendendo um clube brasileiro. Naquela ocasião, o time paulista acabou eliminado na semifinal do torneio, para o Atlético Nacional-COL.

Dos que estarão em campo na decisão, Cano tem nove gols a mais do que Advíncula, do Boca Juniors-ARG, e de John Kennedy, do Flu, que somam três. Para o camisa 14 perder o posto, um dos dois precisaria marcar dez gols na decisão e passar em branco.

“Fazer 12 gols não é nada fácil, é muito difícil. Passando o bom momento, estamos desfrutando o presente. Trabalhei muito para estar aqui e agora é desfrutar e fazer o que mais gosto”, comentou o atacante.

Além de se tornar o primeiro jogador do Fluminense a ser artilheiro da Libertadores, Cano, em apenas duas participações, empatou com Fred, ídolo do clube, como o maior artilheiro do clube na competição. Se marcar na decisão, ele se isola na ponta. Os dois somam 15 gols.

28º argentino no topo

Com a artilharia sacramentada, Germán Cano se tornará o 28º argentino de toda a história da Copa Libertadores a se tornar artilheiro do certame. O último antes dele foi o veterano José Sand, do Lanús-ARG, em 2017, com nove gols marcados.

Nas últimas dez edições, além de Cano, Sand e Calleri, Gustavo Bou, do Racing, em 2015, e Matías Alustiza, do Deportivo Quito-EQU, em 2012, também foram artilheiros, com oito gols cada um em sua edição.

A confirmação de Cano no topo, faz com que, pelo terceiro ano seguido, o artilheiro da Libertadores seja de um clube brasileiro. O Flamengo, em 2021 e 2022, teve o goleador máximo, com Gabigol e Pedro, respectivamente.

3º maior goleador argentino em uma edição

Além disso, Cano é o terceiro colocado no ranking de argentinos com mais gols em uma só edição da Libertadores. No Século XXI, o goleador do Fluminense já se tornou o jogador nascido na Argentina com mais bolas na rede na mesma edição.

Com os 12 gols assinalados, ele só fica atrás de Daniel Onega, do River Plate-ARG, que em 1966 marcou 17. No ano seguinte, foi a vez de Norberto Raffo, do Racing-ARG, fazer 14 gols. Se Cano fizer mais um hat-trick, ele ultrapassa Raffo.

Lembrando que o maior artilheiro de uma só edição da competição é o próprio Onega do River. Se colocar todos os goleadores, Cano, ao lado de Pedro e Jardel, é o sexto jogador com mais gols em um único campeonato. Luizão, com 15 gols pelo Corinthians em 2000, é o maior goleador de um time brasileiro em um só ano.

Outros goleadores estrangeiros no Brasil

Além de Cano e Calleri, que foram artilheiros da Libertadores por clubes brasileiros, outros estrangeiros também conseguiram esse feito. É o caso do uruguaio Pedro Rocha, goleador máximo da Libertadores pelo São Paulo, em 1974, com sete gols.

Em 2018, foi a vez do colombiano Miguel Borja, com o Palmeiras, marcar nove gols e ser o artilheiro da Libertadores. Em 2008, o boliviano Marcelo Moreno, no Cruzeiro, fez oito gols e foi o goleador ao lado de Salvador Cabañas, do América-MEX.

A grande final

Fluminense e Boca Juniors se enfrentam neste sábado (4), às 17h (de Brasília), no Maracanã, pelo título da Copa Libertadores. Aos brasileiros, a chance de conquistar pela primeira vez o torneio. O Flu foi vice-campeão em 2008, no mesmo Maracanã, diante da LDU-EQU. Já o Boca soma seis conquistas e sua última final foi em 2018, quando perdeu para o arquirrival, River Plate-ARG.

Jornalista esportivo desde 2006 e com passagens por Lance!, Extra e assessorias de marketing esportivo. É correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Tem pós-graduação em Jornalismo Esportivo e formação em Análise de Desempenho voltado para mercado.
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