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Brasileiros na Fórmula 1: Felipe Drugovich e irmãos Fittipaldi são apostas para 2023

País vive longo hiato sem pilotos na categoria, mas pilotos brasileiros podem conquistar espaço no alto escalão do automobilismo

Felipe Drugovich, Enzo e Pietro Fittipaldi

Com a aposentadoria de Sebastian Vettel no fim ano e a mudança de Fernando Alonso da Alpine para a Aston Martin, para substituir o piloto alemão, o cenário para a próxima temporada da Fórmula 1 começa a sofrer alterações. Além disso, a cada movimentação na categoria, os fãs brasileiros anseiam pelo retorno de um piloto do País no mais alto escalão do automobilismo mundial.

Até agora, o Brasil já teve 32 pilotos representando o País no paddock, mas vive um longo hiato sem corredor na categoria. Sem um brasileiro entre os titulares de uma das montadoras desde 2017, com a aposentadoria de Felipe Massa, a cada pré-temporada os torcedores se movimentam nas redes sociais para a contratação de um novo piloto brasileiro. Além de talento, os pilotos precisam ter bons patrocinadores.

Durante os últimos anos, os brasileiros chegaram a estar próximos de ocupar, em definitivo, um lugar na Fórmula 1. Entre pilotos substitutos, frustrações e bons desempenhos em categorias inferiores, o Estadão elenca os principais corredores que podem ganhar chances no futuro da categoria, mas que por ora não têm nada definido para 2023.

Pietro Fittipaldi

No início desta temporada, Pietro Fittipaldi, neto do bicampeão Emerson Fittipaldi, foi quem esteve mais próximo de assegurar sua vaga na categoria. Ainda em 2014, ele foi convidado para participar da Academia de Pilotos da Ferrari. Em 2019, após bons desempenhos na Fórmula 3 nos anos anteriores, assinou com a americana Haas como piloto de testes.

Desde então, Pietro sonha com a expectativa de assumir o posto de piloto titular na equipe dos Estados Unidos. Ele já teve experiências na Fórmula 1, em 2020, ao substituir Romain Grosjean, que sofreu grave acidente no GP do Bahrein daquela temporada. Em duas oportunidades, o brasileiro terminou na última colocação entre os concorrentes que concluíram a prova, mas recebeu elogios da direção da Haas.

"Acho que Pietro fez um ótimo trabalho, considerando que ele dirigiu o carro pela última vez há um ano", afirmou Günther Steiner, chefe da escuderia, à época. Nos anos seguintes, Pietro seguiu como piloto de testes, mas chegou a ser cogitado para substituir Nikita Mazepin, russo que sofreu sanções da FIA em razão da invasão russa na Ucrânia. Neste ano, no início da temporada, foi preterido pela equipe durante os primeiros testes da pré-temporada e o escolhido para substituir Mazepin foi o dinamarquês Kevin Magnussen, mais experiente.

Enzo Fittipaldi

Atualmente na Fórmula 2, Enzo Fittipaldi, irmão de Pietro, é outro nome que vem se destacando no automobilismo. Piloto titular da Charouz Racing, o brasileiro conquistou um segundo lugar no GP da Hungria, seu segundo pódio na categoria - o primeiro foi conquistado no último ano. Junto a seu irmão, Pietro tem o canal "Fittipaldi Brothers" no YouTube e na Twitch, com quase 200 mil inscritos combinados. Nele, postam vídeos de eSports, como os simuladores da Fórmula 1, e mostram parte de suas vidas pessoais, onde viajam o mundo para competir.

Felipe Drugovich

Experiente no automobilismo, Felipe Drugovich está em sua terceira temporada na Fórmula 2 e é um dos grandes pilotos brasileiros na categoria. Atualmente na equipe MP Motorsport, o paranaense de 22 anos teve passagens pela Fórmula 3 e 4 antes de chegar à sua atual categoria em 2020.

Nesta temporada, Drugovich lidera a tabela da Fórmula 2, com 180 pontos. Além disso, conquistou sua primeira vitória em Mônaco, em atuação que fez com que o comparassem a Ayrton Senna, que em 1992 segurou a pressão de Nigel Mansell nas últimas voltas. No último GP, disputado no circuito de Hungaroring, na Hungria, terminou na nona colocação.

Caio Collet

Em sua segunda temporada na Fórmula 3, na MP Motorsport, Caio Collet conquistou resultados significativos neste ano, com duas vitórias, a última delas conquistada no fim de semana, na Hungria. Com 20 anos, Collet teve passagens pela Fórmula 4 e pela Fórmula Renault antes de assinar com sua equipe atual.

Ainda em evolução no automobilismo, o brasileiro é membro da academia de jovens pilotos da Alpine, que pode credenciá-lo a uma vaga na escuderia de testes da Fórmula 1 nos próximos anos.

Confira a lista completa dos pilotos brasileiros na Fórmula 1:

Chico Landi (1952-1956)

Gino Bianco (1952)

Nano da Silva Ramos (1955-1956)

Fritz D'Orey (1958-1959)

Emerson Fittipaldi (1970-1980)

José Carlos Pace (1972-1977)

Wilson Fittipaldi Jr (1972-1975)

Luiz Pereira Bueno (1973)

Ingo Hoffmann (1976-1977)

Alex Dias Ribeiro (1976-1977)

Nelson Piquet (1978-1991)

Chico Serra (1981-1983)

Raul Boesel (1982-1983)

Ayrton Senna (1984-1994)

Roberto Pupo Moreno (1987-1995)

Maurício Gugelmin (1988-1992)

Christian Fittipaldi (1992-1994)

Rubens Barrichello (1993-2011)

Pedro Paulo Diniz (1995-2001)

Ricardo Rosset (1996-1999)

Tarso Marques (1996-1997, 2001)

Ricardo Zonta (1999-2005)

Luciano Burti (2000-2001)

Enrique Bernoldi (2001-2002)

Felipe Massa (2002, 2004-2017)

Cristiano da Matta (2003-2004)

Antônio Pizzonia (2003-2005)

Nelson Piquet Jr (2008-2009)

Bruno Senna (2010-2012)

Lucas di Grassi (2010)

Felipe Nasr (2015-2016)

Pietro Fittipaldi (2020)

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