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Fred: gol mais rápido do mundo no América, idolatria e decepção no Cruzeiro e polêmica no Atlético

Atacante encerrou a carreira neste sábado, aos 38 anos, e tem passagens marcantes pelo futebol mineiro

Fred marcou história no futebol mineiro com passagens nos três maiores clubes de BH

O atacante Fred pendurou as chuteiras neste sábado, na vitória do Fluminense diante do Ceará, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro. Aos 38 anos, o mineiro de Teófilo Otoni, na região do Vale do Mucuri, encerra a carreira com passagens marcantes pelo futebol do estado. Revelado pelo América, o jogador teve duas passagens pelo Cruzeiro (a primeira como ídolo e segunda como vilão) e também vestiu a camisa do Atlético, onde teve um bom início, mas deixou o clube de forma conturbada gerando polêmica.

Fred ganhou os holofotes no início de 2003, ainda nas categorias de base do América. No dia 12 de janeiro daquele ano, o atacante marcou o gol mais rápido do mundo – 3,17 segundos, recorde que se manteve até 2009 – na partida contra o Vila Nova-GO, pela fase de grupos da Copa São Paulo de Futebol Júnior, ao acertar um belo chute do meio-campo na saída de bola.

O golaço salvou a carreira de Fred, que estava perto de ser dispensado pelo Coelho. O atacante tinha sido expulso na primeira rodada e foi para o jogo contra o Vila Nova, pela terceira rodada, na ‘berlinda’.

Ao ganhar destaque no Brasil e no mundo pelo gol mais rápido do mundo, Fred foi promovido ao time profissional do América e, duas semanas depois do feito, estreou pela equipe principal balançando as redes. Um dos principais jogadores do Coelho, o camisa 9 seguiu marcando gols e foi o vice-artilheiro do Campeonato Mineiro em 2003 e 2004. No Coelho, foram 57 jogos e 34 gols.

O desempenho no América chamou a atenção do Cruzeiro, que acertou a transferência de Fred em julho de 2004 para o Campeonato Brasileiro. Mesmo chegando ao clube com a competição em andamento, o camisa 9 foi o artilheiro do time, com 16 gols.

Mas a temporada de Fred com a camisa do Cruzeiro foi 2005. Artilheiro do Mineiro e da Copa do Brasil, além de dez gols marcados no primeiro turno do Brasileirão, o atacante despertou o interesse do Lyon, da França, e deixou a Raposa em agosto daquele ano como ídolo.

Pouco mais de 12 anos depois, Fred retornaria ao Cruzeiro em uma transferência polêmica no fim de 2017. O atacante estava no Atlético desde 2016 e rescindiu o contrato de forma amigável. No entanto, assinou com o clube celeste na sequência iniciando uma briga judicial com o Galo que se arrasta até os dias de hoje. O Alvinegro colocou uma cláusula que se o jogador fechasse com o arquirrival teria que pagar uma multa de R$ 10 milhões - a Raposa entrou como solidária se comprometendo arcar com o valor em caso de condenação do atacante.

A segunda passagem de Fred pelo Cruzeiro começou bem. No primeiro ano, o atacante ajudou nos títulos do Campeonato Mineiro e da Copa do Brasil de 2018. Mas a temporada seguinte foi desastrosa, com muitas lesões e o rebaixamento inédito do clube celeste para a Série B do Campeonato Brasileiro.

Diante da crise financeira no Cruzeiro e com salários atrasados, Fred rompeu o contrato com a Raposa em fevereiro de 2020 por meio de uma decisão judicial. Em novembro do ano passado, o jogador acionou o clube celeste na Justiça para pagar a multa ao Galo.

Recordes

Fred termina a carreira como ídolo do Fluminense e com recordes no futebol brasileiro. O camisa 9 é o segundo maior artilheiro da história do Brasileirão (158 gols, atrás apenas de Roberto Dinamite, que marcou 190 vezes) e o maior da Copa do Brasil (37 bolas na rede).

O agora ex-atacante também se tornou o segundo maior artilheiro da história do Fluminense, com 199 gols. Considerando apenas os jogos oficiais, Fred superou Waldo e é o maior goleador do Tricolor.

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