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Rybakina surpreende, derruba Halep e encara Jabeur na final de Wimbledon

Jogo decisivo acontece neste sábado (9), na Inglaterra

Tenista nasceu na Rússia e joga na WTA pelo Cazaquistão

O Torneio de Wimbledon terá uma final inédita na chave feminina. O almejado troféu ficará entre a tunisiana Ons Jabeur e a casaque Elena Rybakina na partida marcada para sábado, na grama londrina. As duas estreantes em finais de Grand Slam conquistaram suas classificações nesta quinta-feira.

O triunfo mais surpreendente foi obtido por Rybakina, tenista das menos badaladas, apesar de frequentar o Top 20 com consistência nos últimos anos. A atleta do Casaquistão, de 23 anos, derrubou a grande favorita Simona Halep, que vinha arrasando rivais. A romena foi a campeã de Wimbledon em 2019 e ostentava 12 vitórias seguidas desde então - ela não competiu no ano passado.

Nesta quinta, Rybakina não tomou conhecimento da favorita e venceu por 2 sets a 0, com duplo 6/3, em 1h17min de jogo. A casaque exibiu seu estilo agressivo do começo ao fim do duelo e contou mais uma vez com seu potente saque. Ela é a líder das estatísticas de aces da temporada, com 217 em 2022. Contra Halep, foram cinco. Em Wimbledon, já são 49.

Por outro lado, a tenista romena abusou dos erros e da irregularidade nas duas parciais do jogo. A ex-número 1 do mundo cometeu nove duplas faltas, três em apenas um game, o primeiro do segundo set, o que pavimentou o caminho para a vitória da rival casaque.

Rybakina, que já era a primeira tenista do seu país a alcançar a fase de semifinal de um Grand Slam, ampliou o feito ao se tornar a primeira finalista. Até então, nunca havia passado das quartas de final em um Major. A atual número 23 do mundo vai encarar na decisão a tunisiana Ons Jabeur, uma das sensações da temporada e número dois do ranking da WTA.

Em sua semifinal, Jabeur superou a alemã Tatjana Maria por 2 sets a 1, com parciais de 6/2, 3/6 e 6/1. Com o resultado, a tunisiana voltou a fazer história neste ano. Ela se tornou a primeira mulher africana e árabe a alcançar uma final de Slam.

"Sou uma tunisiana orgulhosa aqui diante de vocês. Sei que na Tunísia o pessoal deve estar enlouquecendo agora. Quero apenas inspirar a todos o máximo que puder. E quero ver cada vez mais árabes e africanos, e não somente tunisianos, no circuito. Eu simplesmente amo este jogo e quero compartilhar esta experiência com eles", comentou Jabeur.

Em grande fase, ela desponta como favorita para a final. Campeão do WTA 500 de Berlim, em sua preparação para Wimbledon, ela soma 11 vitórias consecutivas. No total, venceu 22 das suas últimas 24 partidas disputadas no circuito.

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