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Turco reconhece que mexidas atrapalharam Atlético: ‘Pudemos corrigir a tempo’

Treinador disse que a estratégia inicial contra Fortaleza não funcionou e explicou motivo para ter poupado alguns jogadores

Turco Mohamed iniciou a partida contra o Fortaleza com três zagueiros, mas teve que voltar atrás

O técnico Antonio ‘Turco’ Mohamed reconheceu que não deu certo a mudança tática que fez no Atlético para a partida contra o Fortaleza, neste sábado, no Mineirão, pelo Campeonato Brasileiro. O time alvinegro começou com três zagueiros, mas ficou desorganizado em campo e levou dois gols. O treinador realizou uma substituição ainda na etapa inicial – tirando Junior Alonso para colocar Vargas – e viu a equipe melhorar ainda mais com as alterações na etapa final, principalmente com a entrada de Rubens.

Resultado: o Atlético marcou três gols nos 20 minutos finais e venceu por 3 a 2, de virada. “No futebol, as estratégias às vezes funcionam bem, mas em outras funcionam mal. Poderíamos ter vencido no primeiro tempo e levado a virada do Fortaleza no segundo tempo, não se pode saber. O mais importante é que conversamos no intervalo, a equipe teve personalidade para jogar e foi pra frente, por isso conseguimos essa grande virada com o apoio dos torcedores”, disse.

“Sei que no primeiro tempo, taticamente, não foi o que esperava. Mas pudemos corrigir a tempo e as coisas saíram bem”, continuou. “Pensamos uma coisa, trabalhamos ontem uma coisa, mas não funcionou. Fizemos uma mudança rápida e depois as coisas saíram bem. Foi isso”, completou.

Turco, que já não contava com Hulk (preservado com dores na sola do pé) e Keno (lesionado), explicou o motivo para poupar alguns jogadores, como Nathan Silva, Rubens, Ademir e Vargas, que começaram a partida no banco de reservas, quando se esperava que todos, ou pelo menos três deles, fossem titulares.

Vargas entrou no primeiro tempo para voltar à formação com dois zagueiros e três atacantes. Rubens e Ademir foram acionados no segundo tempo. O treinador alvinegro disse que não queria usá-los por muito tempo pensando no duelo contra o Emelec na próxima terça-feira (28), em Guayaquil, no Equador, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa Libertadores.

“Foi uma decisão pensando em cansaço dos jogadores. Tivemos que usar o Vargas por mais tempo do que queríamos e ele terminou o jogo com um problema. Foi isso, sempre pensando na minutagem para evitar uma lesão. Pensamos nos jogadores mais fortes fisicamente [para começar o jogo], por isso Rubens, Ademir e Vargas ficaram para o segundo tempo. Essa era a estratégia. Tivemos que utilizar um deles [Vargas] no primeiro tempo. Mas depois tivemos atitude e conseguimos a virada”, observou.

“A estratégia era para que não sofrêssemos contra-ataques no primeiro tempo, mas sofremos. Era para termos o controle da bola, mas no primeiro chute a gol, eles marcaram. O time sentiu e adiantou as linhas. Mas a ideia era essa, sempre não ter jogadores lesionados. Tivemos que usar muitos minutos jogadores que não estávamos pensando utilizar muito”, finalizou.

A programação do Atlético prevê a viagem para o Equador neste domingo (26). Em recuperação das dores na sola do pé, Hulk corre contra o tempo para estar em condições de entrar em campo na terça-feira.

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