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Rafael Menin compara evolução do futebol no Brasil e na Inglaterra: 'Nosso produto era melhor'

CEO da MRV participou de evento organizado pela Itatiaia sobre marketing esportivo

Rafael Menin, CEO da MRV, durante GoUp!

O que aconteceu no futebol brasileiro e no inglês nas últimas três décadas para que a Premiere League se transformasse no torneio mais valorizado do mundo? Rafael Menin, CEO da MRV e vice-presidente do Conselho Deliberativo do Atlético, compara a evolução das competições nacionais da década de 1980 para cá e sugere que dois fatores contribuíram para tal situação atual: organização e gestão. "Nosso produto há três décadas era bem melhor".

Rafael Menin esteve recentemente nas dependências do Manchester United e, de perto, viu o poderio do time inglês, que, apesar de estar em uma cidade de 800 mil habitantes, tem mais de 100 milhões de torcedores espalhados pelos quatro cantos do mundo.

A evolução impacta, entre outros, na busca de receita dos clubes. As camisas dos clubes brasileiros se comparam hoje a abadás de festas de carnaval, enquanto os europeus conseguem custear suas despesas com poucos patrocinadores.

"Clubes têm necessidade de vários patrocinadores por questão de caixa. Tem que achar espaço [na camisa] pra trazer dinheiro novo", afirma Lênin Franco, diretor de Negócios do Cruzeiro.

E ele acrescenta à fala que valorizar a exposição na camisa do Cruzeiro é um dos projetos da nova diretoria celeste. "Um dos projetos do Cruzeiro é esse, um movimento já feito no Valladolid, de ter menos marcas com exposição maior". E segue: "Mais fácil lidar com duas ou três empresas do que com várias. Pode correr o risco de não atender bem a todos. Movimento vai se dar em outros clubes"

O diretor do Cruzeiro também compara com a situação na Europa: "quando você olha uniforme de um time europeu, é um patrocinador na manga, um nas costas e o patrocinador principal".

Convidado especial da GoUp!, Washington Olivetto aproveitou para lembrar que a primeira camisa patrocinada no Brasil foi a do Corinthians, da qual ele é torcedor e foi vice-presidente, na época da Democracia Corintiana, nos anos 1980.

Olivetto conta que em uma final contra o São Paulo ele procurou a Bombril para patrocinar a camisa alvinegra, e a empresa questionou como iria investir em um só clube, ainda mais que o presidente da empresa era torcedor do Tricolor. A solução dada por Olivetto: patrocinar os dois clubes. Dito e feito. "Acabei conseguindo patrocínio para o rival", brinca.

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