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'Torcida para todos vencerem', conta mineiro com tatuagem do América, Atlético e Cruzeiro

Torcedor explica que três pessoas o inspiraram a admirar os três grandes clubes de BH, o que virou ideia para ser eternizada na pele

"Dá para todo mundo torcer para outro time. Você pode ter o seu, mas torcer para os outros se darem bem". O mineiro Leonardo Marques, de 27 anos, é um caso raro nas arquibancadas por Belo Horizonte. Torcedor de infância do América, ele desenvolveu relação de carinho com Atlético e Cruzeiro, e fez questão de eternizar tudo na pele.

"Cresci morando com meus avós, e meu avô é americano fanático. Lá para os meus 13 ou 14 anos, o pai da minha primeira namorada era cruzeirense, daí comecei a ver jogos com ele e me identifiquei. Também tenho um tio, muito amigo, que é atleticano. Quando fui tatuar, decidi homenagear os três", explica. O tatuador responsável pelo trabalho divulgou um vídeo no TikTok, brincando que o desenho "é proibido em mais de oito mil galáxias". 

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Leonardo, que trabalha como funcionário público em BH, ainda tatuou o nome das pessoas que o inspiraram a admirar cada time, logo acima dos desenhos. Nas ruas, a reação foi positiva, na opinião dele.

"As pessoas acham legal, perguntam o motivo, elogiam a arte. A maioria gosta, mas nas redes sociais, membros de torcidas organizadas falam que vão tirar a tatuagem no tapa se me encontrarem. No estádio, também podem achar ruim, então tento evitar mostrar, mas nunca tive nenhum problema com isso", brinca. As artes cobrem parte da perna direita dele, na altura do joelho.

O mineiro explica que o máximo que precisou fazer foi mudar o nome no Twitter, o que virou mais uma diversão que preocupação. "Quando viraliza de novo, eu mudo por uns cinco dias, e depois tudo volta ao normal", conta.

Para o funcionário público, a homenagem é como uma "união do futebol mineiro". Apesar de manter a maior torcida pelo América, ele é sócio torcedor dos três clubes, tenta sempre ir aos jogos, e não esconde o apoio a todos.

"Você pode ter o seu time, mas estar lá. Não sendo contra, como um jogo entre América e Atlético, posso torcer para o Atlético se dar bem, e para o Cruzeiro subir logo. Não tem problema nenhum", ressalta.

Mais um time do coração?

Quem olha bem para as tatuagem na perna do funcionário público ainda se depara com mais uma imagem familiar: o escudo do PSG, da França. O mineiro explica que, assim como a homenagem aos grandes da capital, também deixou um espaço a mais no coração para o clube da capital francesa.

Próximo ao tornozelo, uma quarta tatuagem de futebol, com homenagem ao PSG

"O PSG já era um time que acompanhava a mais tempo, antes do boom da era Neymar. Eu prometi a mim mesmo que, se conseguisse ir a um jogo no Parc des Princes, faria a tatuagem", relembra.

O sonho se realizou em 2018, e dias depois, a história foi eternizada na pele.

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