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Influenciadora denuncia o próprio pai por estupro: 'nos vemos na audiência'

Rosa Cristina, de 24 anos, contou ter sofrido os abusos dos 8 aos 12 anos de idade 

Rosa relatou abusos em 'carta aberta' nas rede sociais

O relato de uma influenciadora, de 24 anos, repercutiu nas redes sociais. Ela, que mora em Brasília (DF), revelou que foi estuprada pelo próprio pai, que era pastor, dos 8 aos 12 anos. Rosa Cristina postou uma carta aberta contando o caso em seu Instagram e recebeu apoio de milhares de pessoas.

Segundo a influenciadora, o primeiro abuso ocorreu quando ela tinha 8 anos de idade, no momento que dormia em um quarto com seus irmãos. Conforme o relato, o homem, que ela achou ser um ladrão, era na verdade o próprio pai.

“Essas ‘visitas’ noturnas se intensificaram, e viraram rotina se generalizando para vários agravantes. Até que mudamos de casa, eu já tinha 10 anos (se não me falha a memória), foi quando levantei durante a madrugada e você estava deitado num colchão na sala e me chamou”, lembrou a jovem, que afirmou que ela e os irmãos eram agredidos “brutalmente” várias vezes.

A jovem recordou que o pai não permitia que ela pintasse as unhas e a fez colocar durante uma aula de educação física uma saia abaixo do joelho junto com uma calça legging para que ela cobrisse o corpo e não chamasse a atenção de outros homens.

“Eu fui invadida, humilhada, suja, culpada e silenciada. Falando nisso, não posso deixar de citar o dia em que eu gritei por socorro, e você se ajoelhou de frente a minha avó e jurou pela sua mãe que nunca teria me tocado. Que loucura, né? Apanhei e fui obrigada a te pedir perdão. A culpa não é minha e nunca vai ser”, disse Rosa Cristina, que acrescentou: “eu sobrevivo e quero justiça. Pai, a conta chegou. Nos vemos na audiência”.

Conforme o Metrópole, a influenciadora registrou boletim de ocorrência contra o pai e o Ministério Público do Distrito Federal e Território (MPDFT) ofereceu denúncia à Justiça do DF, que foi acatada.

A reportagem da Itatiaia entrou em contato com a Polícia Civil de Brasília, que disse que não fala sobre "crimes sexuais", e aguarda retorno do MPDFT e TJDFT.

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