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Influenciadora chama mulheres de 'gordas assalariadas' e perde contrato publicitário

Mariana Gasques teria se incomodado com outras pessoas durante viagem; ela pediu desculpas nas redes sociais, e teve uma parceria suspensa

Influenciadora tem milhares de seguidores no Instagram, e atualmente tem a conta bloqueada apenas para seguidores

A influenciadora mineira Mariana Gasques foi alvo de críticas nas redes sociais por conta de comentários preconceituosos feitos em um vídeo que circula pelas redes sociais. Durante uma viagem, ela afirma estar na companhia de "gordas assalariadas", e neste sábado (11), teve um contrato de publicidade suspenso.

"Gente, isso que dá sair para beber e não ter limite. Fui parar no caticreu, perdi o voo de Izmir para Istambul. Tô aqui, de busão, aguentando essas baianas assalariadas gordas. Gente, para quem não andava de busão, vou ter que ficar aqui quase 10 horas. Se eu for presa é porque matei um aqui na Turquia", diz a influenciadora no vídeo.

As imagens foram divulgadas pelo ativista Antonio Isuperio, que mencionou marcas parceiras da mulher e cobrou atitudes. Segundo Isuperio, ela mora em São Sebastião do Paraíso, no Sul de Minas.

Em vídeo republicado pelo ativista Antônio Isuperio, a influenciadora reclama de dificuldades durante viagem e faz ofensas a outras passageiras.

Reprodução/Instagram/isuperio pic.twitter.com/C6zr5zAAwx

— Itatiaia (@itatiaia) June 11, 2022

Após a repercussão negativa, Gasques voltou ao Instagram e publicou um pedido de desculpas. "Me exaltei e fui gravar para esse pequeno grupo, mas acabou indo, sem querer, para a minha página", disse. Ela explicou que os vídeos foram feitos e enviados para um grupo privado de amigas, e pediu desculpas "a quem, por ventura, se sentiu ofendido".

Uma das marcas mencionadas no post que critica a influenciadora, a marca de roupas Morena Rosa afirmou repudiar os comentários racistas, gordofóbicos e xenofóbos, e confirmou que, a partir da situação, ela não será mais contratada por qualquer parceiro que se relacione com a loja.

Antonio Isuperio publicou também que foi aberta uma representação pública contra a mulher. A reportagem entrou em contato com o Ministério Público de Minas Gerais, e tentou contato com a influenciadora, mas ainda não teve resposta.

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