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'Teve jogador que tomou soro', diz assessor sobre surto no Cruzeiro

Delegação que foi a Maceió sofreu com gastroenterite e escalação contra o Bahia ficou comprometida

Mais da metade dos atletas que viajaram a Maceió teve problemas intestinais

O executivo de comunicação do Cruzeiro, Vinicius Lordello, contou com detalhes os problemas vividos pela delegação da Raposa após o retorno de Maceió, onde o time empatou com o CSA, na última quarta-feira. Em Alagoas, mais da metade daqueles que viajaram ao Nordeste passou por problemas gastrointestinais.

"Lá em Maceió a gente começou a perceber que alguns atletas indicaram problemas de ordem intestinal. Isso foi ampliando, intensificando. Chegando em Belo Horizonte, já tínhamos mais da metade da delegação com problema intestinal muito forte. Tinha o treino de sexta, não teve condição de ter o treino, sem condição de ter um time. Os jogadores se apresentaram, quem não estava com problemas, se apresentou normalmente", relatou à Itatiaia.

Alagoas passa por uma situação de emergência desde maio por causa das fortes chuvas que atingiram o estado. Quase 60 cidades passam por problemas graves de ordem sanitária.

"O clube sabia que indo até Maceió, que lá havia um problema de ordem sanitária. Tanto sabíamos, que levamos água daqui (de Belo Horizonte). Evitamos consumo de frutos, como maça, porque você morde direto. Priorizamos frutas com casca, como banana, e ainda assim higienizamos todas as frutas. Tomamos todos os cuidados. Tomar banho, pedimos para todos ficaram com boca fechada, escovar os dentes só com água de garrafa, tomamos esses cuidados (...) Ninguém é máquina, pode ser que a pessoa tomou banho, esqueceu, lavou a boca, quis cantar, lavou a mão rapidinho. São seres humanos, mas tentamos antecipar o cenário.", comentou, Lordello.

Os problemas em Alagoas são tão graves, que quase 70 mil pessoas estavam fora de casa por causa das chuvas, entre desalojados e desabrigados, segundo números da primeira semana de julho, divulgados pela Defesa Civil Estadual.

"Teve jogador que chegou em Belo Horizonte e não saiu da Toca. O Rafael Cabral, que tem família, sempre louco para estar com a família, não teve condições de sair (da Toca II)", disse.

Em conversa na zona mista do Mineirão após Cruzeiro 1 x 0 Bahia, Rafael Cabral que ele e o goleiro Gabriel Mesquita foram os que mais sofreram com os efeitos da gastroenterite.

"Sendo bem sincero, eu e o Gabriel Mesquita fomos os que mai sentimos. A gente não sabe o motivo, porque seguimos todas as orientações lá em Alagoas. Não sabemos o motivo de termos passado bem mal. Mas, graças a Deus deu certo, vencemos um jogo fundamental", comentou Cabral.

"A gente não tinha condições. Uma hora antes do jogo a gente não sabia quem ia para campo, isso é muito forte. Goleiro titular, o reserva também (passando mal). É difícil, complicado. Você tenta montar o time dentro das limitações. Dois atletas não foram sequer relacionados (Lucas Oliveira e Canesin), mas isso não quer dizer que os outros estivessem curados. Muitos deles foram para o sacrifício (...) "Teve gente que tomou soro, não foi um ou dois, para poder recuperar". ", contou.

"O que o Rafael fez, além de um desempenho técnico absurdo, ele foi de uma entrega, dedicação", completou, Lordello.

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