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STJD substitui punição ao Cruzeiro por ações de combate à homofobia em jogos: saiba quais

Raposa corria o risco de perder pontos no campeonato; agora deverá pagar multa e atuar em campanhas dentro e fora de campo

Bandeirinhas de escanteio deverão ter a bandeira LGBTQIA+ como medida educativa em jogos do Cruzeiro no Mineirão

A Procuradoria da Justiça Desportiva e o Cruzeiro homologaram um acordo no processo por cânticos homofóbicos entoados na partida contra o Grêmio, pela 6ª rodada da Série B, no dia 8 de maio, em Belo Horizonte. Foi determinado nesta sexta-feira (24) que, além de multa de R$ 30 mil, a Raposa deverá cumprir uma série de contrapartidas para combate à homofobia nos estádios.

De acordo com o Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol (STJD), o clube mineiro deverá tomar uma série de medidas dentro e fora de campo em "caráter pedagógico e educativo":

  • Braçadeira de capitão nas cores do arco-íris;

  • Bandeirinhas de escanteio nas cores do arco-íris;

  • Postagens nas redes sociais (cartilha educativa) de combate a LGBTFobia;

  • Publicação especial no site oficial sobre o tema e no dia do “Orgulho LGBT” – 28 de junho;

  • Reunião com as torcidas organizadas do clube, para realizar um trabalho de conscientização sobre cânticos, com assinatura de ata e posterior divulgação.

Todas as determinações deverão ser cumpridas durante os próximos 30 dias, a partir desta sexta. A medida complementa campanha que já era feita pelo clube desde o começo do mês, que faz referência ao Orgulho LGBTQIA+. Agora, entretanto, a ação está estendida pela decisão do órgão.

Na audiência, o auditor Maurício Neves Fonseca acrescentou que, nas partidas em que o Cruzeiro for mandante na Série B, deverá exibir "campanha protagonizada por um jogador ou jogadora da equipe no telão do estádio antes do início das partidas e nos intervalos, contendo mensagens de conscientização contra a discriminação e intolerância de qualquer natureza, a fim de que os seus torcedores não prejudiquem a sua equipe".

“Aplaudir a Procuradoria e o relator pela sensibilidade de buscar a resolução do conflito de uma forma consensual e não apenas de forma punitiva. Já existe uma campanha contra a homofobia, mas não capitaneada por atletas e, tendo a oportunidade de incluir o atleta, o clube entende como uma medida salutar na busca para extinguir esse grande problema que nos aflige e atinge a sociedade”, pontuou o Superintendente Jurídico do Cruzeiro, Flávio Boson.

Dos R$ 30 mil que o clube deverá pagar, R$ 15 mil se incluem em medida de interesse social e R$ 15 mil serão destinados à CBF.

O Grêmio também foi denunciado pelo comportamento da torcida na mesma partida. Entretanto, o clube gaúcho não acolheu a proposta de Transação Disciplinar, e dessa forma, será julgado no STJD do Futebol.

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