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Polícia abre inquérito para apurar caso do pai que teria agredido filho de 9 anos que pulou no sofá

Caso está na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente de BH

A Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente de Belo Horizonte instaurou inquérito policial do caso do pai que teria agredido o filho de 9 anos porque a criança estava pulando no sofá. A denúncia foi feita pela mãe da criança, na semana passada. A polícia também solicitou medida protetiva para ela.

“A Polícia Civil informa que o procedimento foi devidamente recebido no plantão e todas as providências iniciais foram realizadas, tais como instauração de inquérito policial com requisição de perícia e medida protetiva. A investigação segue na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente em Belo Horizonte”, diz a nota.

Desde a quinta-feira da última semana, dia 3, a Itatiaia tenta contato com o pai. No entanto, ele não respondeu aos questionamentos.

A mãe, uma vendedora de 29 anos, disse à Itatiaia que o filho passava as férias escolares com o pai quando foi agredido. Ela notou algo de errado com a criança depois de buscá-la na casa do ex-marido, na terça-feira passada (1º). Inicialmente, o menino disse que tinha machucado sozinho. Ela desconfiou, insistiu e ele então revelou as agressões. Inconformada, ela fotografou os hematomas e procurou a polícia.

Conforme a mãe, o relacionamento com o ex durou cinco anos, e a separação ocorreu há quatro. Ao questionar o pai sobre o que tinha ocorrido, ela diz que ele confirmou que bateu na criança. “Desde quando corrigir um filho é crime?”, teria respondido.

Boletim de ocorrência

A reportagem teve acesso ao boletim de ocorrência. No documento, a mãe diz que entregou o filho ao pai no dia 13 de julho e buscou na última terça-feira (1º). Em seguida, passou em um supermercado e percebeu que o filho estava mancando.

A criança chegou a dizer que tinha machucado sozinha. Posteriormente, contou que foi com o pai para a casa do avô e que tinha levado um creme para dermatite. Ao retornar, o pai perguntou sobre o produto e o filho informou que tinha esquecido. O homem ligou para o avô e foi informado de que o creme não estava lá e o pai achou que a criança estava mentindo.

“Após a confirmação do avô, ele agrediu o filho, com chineladas, deixando marcas em várias partes do corpo da criança. Ao tomar conhecimento da agressão, a mãe ligou e questionou o pai sobre o ocorrido. De acordo com ela, ele confirmou dizendo as seguintes palavras ‘eu bati mesmo nele, pra ele aprender. Ele estava pulando no sofá. Quando ele te bater você vai ver’”, diz trecho do B.O.

Jornalista formado pela Newton Paiva. É repórter da rádio Itatiaia desde 2013, com atuação em todas editorias. Atualmente, está na editoria de cidades.
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