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Faxineira acorda às 4h para atravessar a cidade antes do amanhecer

Repórter Ailton do Vale embarcou com a trabalhadora na madrugada desta quarta-feira

Reportagem acompanha trabalhadora nesta manhã

Dona Aura Pereira, 63 anos, é capixaba e mora em Belo Horizonte desde 2014. Ela, que veio para a capital mineira para trabalhar na Copa do Mundo. Ela gostou da cidade e ficou. Hoje, ela é moradora da ocupação Esperança, em Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte, e trabalha como faxineira em uma faculdade na região da Pampulha.

A reportagem da Itatiaia embarcou com a trabalhadora nesta quarta-feira (3).

Ela pega o primeiro coletivo por volta de 5h, da linha 4345 Baronesa/Chácaras Santa Inês para descer na estação São Benedito. De lá, ela pega o ônibus 411 que vai até a Estação Pampulha.

Os ônibus estão lotados e e ela conta que tem muita dificuldade para conseguir um lugar para sentar. Hoje, foi sorte conseguir um lugar, até porque os demais passageiros viram a reportagem e foram gentis com ela.

“Falta estrutura e segurança para o passageiro. Não tem uma cobertura no ponto, nem banco. Se chover a gente chega ensopado no trabalho. Pessoa de idade ou que tenha algum problema não tem onde sentar. E para piorar o ônibus sempre atrasa. Não tem segurança nenhuma de madrugada. A polícia só chega depois que acontece um assalto”, relatou.

Dona Aura desce 5h58 na Antônio Carlos, na Orla da Lagoa. “Hoje está um pouco mais movimentado, mas tem dia que não tem ninguém na avenida. Fim de semana então é um deserto. Chego ainda está escuto e é mais uma caminhada insegura, com medo de assalto.”

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