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Motoristas questionam aumento da carga horária em BH com a ampliação das viagens

Motoristas reclamam do aumento da carga horária, em BH

Após o aumento em 30% das viagens de ônibus em Belo Horizonte, motoristas reclamam das longas jornadas diárias, que podem chegar até a 11 horas de trabalho. Como a Itatiaia vem acompanhando, a ampliação faz parte da lei do subsídio, concedido às empresas, para melhorias no serviço prestado.

De acordo com os motoristas, a contratação de mais profissionais não acompanha o aumento das viagens e o sentimento de pressão é cada vez maior. Além disso, o estresse também virou rotina para muitos.

Um motorista, que não quis se identificar, relatou como tem sido rodar pela capital mineira depois da medida municipal.

"Sete e meia, oito horas de serviço. Ficou mais difícil, porque a carga horária ficou maior. O estresse é enorme. Você vê que tem muitos [motoristas] até afastando, porque, infelizmente, com esse negócio de cobrar passageiros, é muita coisa. Esse serviço ninguém está querendo. Está difícil ter o contrato, porque a pessoa vai lá, mas não fica nem uma semana. Pede pra sair", disse.

À reportagem, outro motorista reclamou dos mesmos problemas.

"Muita cobrança, mais pressão. A cobrança vem de todo lado. Eles cobram da empresa, a empresa pede pra gente também fazer o possível. Aumentou duas viagens pra mim. Fazia sete, nove, variava, né? Passou agora pra 11 no meu horário, porque é noturno", desabafou.

A Itatiaia ouviu motoristas de linhas e empresas distintas de Belo Horizonte. Nenhum deles quis se identificar com medo de represálias dos consórcios que atendem ao transporte público na capital.

O que diz o Setra

O presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (SetraBH) , Raul Lycurgo Leite, garante que as concessionárias vêm adotando as medidas para melhorar as condições de trabalho dos motoristas.

"Estamos trabalhando no aumento do quadro de colaboradores das empresas e os motoristas, além do aumento salarial ocorrido em dezembro passado, recebem um adicional de mais de 20% sobre o salário, vale alimentação e possuem plano de saúde familiar. Além da contratação, também trabalhamos na otimização das atividades dos motoristas. Hoje, o passageiro paga um sistema de bilhetagem eficiente. Na semana passada, passamos a possibilitar a compra de crédito de passagem com o Pix. Precisamos migrar rapidamente para que 100% dos passageiros utilizem o sistema eletrônico, banindo o dinheiro a bordo até por uma questão de segurança e sanitária", afirmou.

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