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Vacina, prevenção, conscientização: Ministério da Saúde detalha avanço da Monkeypox no Brasil

Minas teve confirmada a primeira morte pela doença no país, mas a pasta reafirma "baixíssima letalidade" da varíola dos macacos

Transmissão da doença se dá apenas através do contato direto com feridas infecciosas ou fluido corporal dessas próprias lesões

Após a notificação da primeira morte causada pela Monkeypox no Brasil, o Ministério da Saúde concedeu entrevista coletiva para esclarecimentos sobre a doença na tarde desta sexta-feira (29). O único registro em território nacional é de um homem de 41 anos, que morava em Belo Horizonte.

De acordo com o Secretário Executivo do Ministério da Saúde, Daniel Pereira, a confirmação não foi feita pela pasta, mas pelo atestado de óbito assinado pelo médico. "Trata-se de paciente com outras comorbidades relevantes, e histórico de tratamento quimioterápico. Houve indicação de que o motivo do óbito foi relacionado ao vírus, e estamos investigando a preponderância dessas comorbidades para esse desfecho", afirmou.

A Monkeypox é uma doença viral de baixíssima letalidade. Nas últimas informações da OMS, são cerca de 20 mil casos no mundo e cinco óbitos. A transmissão, diferentemente da Covid-19, se dá apenas através do contato direto com feridas infecciosas ou fluido corporal dessas próprias lesões

Cenário epidemiológico

Segundo os números do Ministério da Saúde, atualizados nessa quinta-feira (28), o Brasil tem 2.176 casos notificados da varíola dos macacos. Desse número, 1.066 foram confirmados, 597 foram descartados, e 513 se mantém como suspeitos. Além desses, houve a única morte registrada no país, em Minas Gerais.

No Estado, por sua vez, são 258 casos notificados, com 49 confirmações, 82 casos descartados, dois prováveis e 125 suspeitos. O perfil traçado pela pasta indica a maioria dos casos em homens, brancos, com média de idade na casa dos 33 anos.

A nível mundial, são quase 20 mil casos registrados até essa quarta-feira (27). Eles estão divididos em 76 países, onde a doença não é endêmica. A maioria dos registros está na Espanha e nos Estados Unidos - cada um com pouco menos de 20% do total no mundo.

Teremos uma vacina nos moldes da Covid-19?

De acordo com o Secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros, "são vírus absolutamente distintos". Ele explica que há duas vacinas recomendadas no mundo contra a doença: uma com vírus replicante e outra não replicante.

"Antes mesmo do primeiro caso no Brasil, fizemos uma reunião com a Bavarian Nordic, que é a empresa dinamarquesa produtora dessa vacina não replicante, e que tem cadastro na Europa, EUA e Canadá", pontuou. Medeiros explicou que a empresa não tem representante no Brasil, nem planos para tal, portanto, o único método seria comprar pelo mecanismo do fundo rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

A OMS não preconiza vacinação em massa, então não estamos falando de campanha como era para a Covid-19, porque são vírus absolutamente distintos. A OMS preconiza a vacinação de trabalhadores da saúde, principalmente os que fazem o manejo das amostras biológicas, e dos contactantes dos pacientes infectados

Ele afirmou que 50 mil doses foram encomendadas, e devem chegar ao país em duas remessas, em setembro e novembro.

Diagnóstico e Conscientização

Atualmente, conforme o MS, quatro laboratórios podem fazer o diagnóstico da doença no Brasil, mas há um plano para que esse processo seja ampliado para atender todos os Estados.

"Já solicitamos a aquisição de insumos que são produzidos pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná para garantir o diagnóstico definitivo para toso os 27 estados, bem como um treinamento nesse sentido. O processo começou hoje", disse o Secretário de Vigilância em Saúde da pasta.

Além da ampliação do diagnóstico, o Ministério da Saúde trabalha também com campanhas publicitárias de orientação e conscientização da população.

"Já estamos pensando em campanha de publicidade para as redes sociais e televisão/rádio para explicarmos cada vez mais o que é, como se prevenir, quais cuidados devem ser tomados. Está em fase final de aprovação, e a expectativa é que em meados de agosto ela seja veiculada no país", afirmou.

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