Ouça a rádio

Compartilhe

Varíola dos macacos: 33 casos são confirmados e 55 estão em investigação em Minas

Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) confirmou o aumento de casos à Itatiaia nesta sexta (22)

Pacientes são do sexo masculino e estão estáveis

O número de pacientes diagnosticados com varíola dos macacos subiu para 33 em Minas Gerais. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) nesta sexta-feira (22). No entanto, a pasta investiga ainda 55 casos suspeitos da doença.

De acordo com a secretaria, os exames laboratoriais foram realizados e confirmados pela Fundação Ezequiel Dias (Funed). Os pacientes, que são todos do sexo masculino e possuem entre 22 e 48 anos, estão estáveis e alguns ainda isolados aguardando o período de contágio passar.

Dos diagnosticados com a doença, 28 são de Belo Horizonte, dois de Governador Valadares, dois de Sete Lagoas e um de Mariana.

Vale lembrar que 50 casos da doença foram descartados e dois foram classificados como provável no estado.

Internações

Apenas dois pacientes estão internados devido à necessidade clínica e isolamento. Porém, eles também estão estáveis. “Em todas as situações, os contactantes estão sendo monitorados. Somente o município de Belo Horizonte apresenta transmissão comunitária”, destacou a pasta.

Saúde diz que doença não é preocupante

O secretário de Saúde, Fábio Baccheretti, disse em entrevista à Itatiaia, no último dia 15 de julho, que a varíola dos macacos não é uma preocupação para o estado. “Toda doença inicia como importada até ela virar comunitária. É importante dizer que essa doença não é nova, ela faz surtos endêmicos na África desde a década de 50 e 60. No ano passado, por exemplo, os Estados Unidos tiveram cerca de 70 casos. Só que, pela primeira vez, ela está sendo disseminada no mundo como um todo, mas é uma doença autolimitada”, disse.

“Essa transmissão é muito lenta, geralmente mais comum pelo contato físico das próprias lesões de pele, especialmente da região genital. Então é um crescimento esperado, natural e daqui a pouco a gente deve ver essa doença sem esse crescimento que nós estamos tendo agora”, acrescentou.

Segundo ele, a doença é “benigna na sua apresentação”, ou seja, a maioria dos pacientes não precisam ficar internados. “A doença é muito autolimitada, uma transmissão muito menos rápida que a Covid,” concluiu.

Leia Mais

Mais lidas

Ops, não conseguimos encontrar os artigos mais lidos dessa editoria

Baixar o App da Itatiaia na Google Play
Baixar o App da Itatiaia na App Store