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Apenas quatro hospitais de emergência do SUS em BH vão ter atendimento pediátrico no fim de semana

Capital enfrenta onda de pedidos de demissão por profissionais que alegam más condições de trabalho, violência e pouca valorização

Rede pública de saúde em BH vem sofrendo com a falta de profissionais disponíveis para atendimento

Apenas quatro hospitais da rede pública de saúde terão atendimento pediátrico de urgência em Belo Horizonte ao longo deste sábado (16) e domingo (17), de acordo com informações da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig). Na rede municipal, serão 76 profissionais à disposição, segundo a PBH, mas não se sabe se todos eles são, de fato, pediatras.

Na rede municipal de emergência, crianças serão atendidas nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Norte e Oeste e no Hospital Odilon Behrens. Na Fhemig, o atendimento é direcionado ao Hospital Infantil João Paulo II. Além desses, 26 centros de saúde da capital estarão disponíveis.

Pela falta de médicos, inclusive, o atendimento de pediatria na UPA Leste, no bairro Vera Cruz, foi suspenso nesta sexta-feira (15), e os casos mais graves foram encaminhados à UPA Oeste.

Colapso da pediatria em BH

O cenário caótico da pediatria em Belo Horizonte é fruto da redução do número de profissionais à disposição e da alta demanda em função dos casos de problemas respiratórios entre crianças. Como a Itatiaia vem acompanhando, muitos pediatras vêm pedindo demissão por falta de condições de trabalho, violência e pouca valorização dos profissionais. O diretor de Pesquisas e Projetos do Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed-MG), Artur Mendes, sustenta ainda que pode haver novos pedidos.

"Podemos ter novos pedidos de demissão de mais pediatras nos próximos dias, mas também de outros profissionais na rede. Nós temos visto uma tentativa de acobertar os problemas que a gente precisa enfrentar com um pouco mais de afinco, a prefeitura tem criado cortinas de fumaça para explicar o que vem acontecendo com esses profissionais porque os médicos têm saído ou não têm vindo para a prefeitura, mas as razões estão aí sendo avisadas já há muito tempo", aponta.

Com o colapso batendo à porta de UPAs da capital, um comitê de enfrentamento foi criado por alguns trabalhadores para alertar sobre o que está ocorrendo dentro das unidades. Em denúncia recente, o comitê disse que 14 pediatras pediram demissão na UPA Norte no início de junho e que seis pediatras deixaram a UPA Leste na semana passada. No entanto, a prefeitura alega que desconhece a existência de tal comitê.

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