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Justiça marca para agosto a audiência de instrução do promotor acusado de matar a esposa em BH

André Luís Garcia de Pinho, de 52 anos, está preso desde abril do ano passado, quando aconteceu o crime

Defesa do promotor chegou a entrar com pedido de habeas corpus, que foi negado

Está marcada para a manhã do dia 8 de agosto a audiência de instrução e julgamento do promotor André Luís Garcia de Pinho, de 52 anos. Ele é acusado de matar a esposa em Belo Horizonte, em abril do ano passado.

Lorenza Maria Silva de Pinho, de 41 anos, foi dopada e asfixiada no apartamento em que o casal morava com os cinco filhos no bairro Buritis, região Oeste da capital. O promotor é acusado de permitir que a esposa usasse medicamentos controlados com bebida alcoólica, e ainda incentivou doses superiores à prescrição.

Na audiência de instrução e julgamento, o juiz se reúne com as partes, os advogados e testemunhas para a produção de provas ligadas ao caso. O acusado está preso desde a época do crime, e apesar de pedidos de habeas corpus da defesa, segue detido em um batalhão do Corpo de Bombeiros em BH.

Em agosto do ano passado, André virou réu pelo feminicídio da esposa, e por ter foro privilegiado, será julgado pelos desembargadores do Tribunal de Justiça (TJMG). Segundo o Ministério Público, ele "permitiu dolosamente que Lorenza fizesse uso de medicamentos controlados juntamente com bebida alcoólica, circunstância que contribuiu para a morte da vítima".

Ainda conforme a denúncia, ele teria fixado, nas costas da esposa, adesivos analgésicos em quantidade superior à dose prescrita e ter levado para casa duas garrafas de cachaça para que ela ingerisse. A perícia identificou, no sangue de Lorenza, substâncias como Zolpiden, Mirtazapina, Quetiapina, Buprenorfina e Clonazepam.

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