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Investigação da Polícia Civil sobre denúncias de intoxicação em carros app segue em andamento

 Denúncias foram feitas nos dias 3 de maio e 19 junho por moradoras de Belo Horizonte

Casos semelhantes foram registrados em diferentes estados

A Polícia Civil de Minas Gerais informou à Itatiaia nesta quinta-feira (14) que as investigações sobre supostos casos de tentativa de intoxicação por parte de motoristas de aplicativo contra passageiras continuam em andamento. As denúncias foram feitas nos dias 3 de maio e 19 junho por moradoras de Belo Horizonte.

“A Polícia Civil informa que a investigação encontra-se em andamento e os detalhes dos trabalhos de polícia judiciária serão repassados após a conclusão da investigação”, informou em nota.

A primeira denúncia em Belo Horizonte ocorreu no dia 5 de junho. Uma passageira, de 32 anos, relatou que foi intoxicada durante uma corrida de transporte por aplicativo do bairro Betânia, região Oeste, com destino final até o Santa Lúcia, lado Centro-Sul da cidade. A passageira estava acompanhada de duas filhas, uma de 13 anos e uma de dois meses.

“Logo que eu entrei no carro, observei que as janelas estavam fechadas. Por hábito, abri um pouquinho o vidro. Mas, logo que iniciou a corrida, eu me senti mal. Senti minha garganta e muita falta de ar”, relatou à Itatiaia na época. Ela ainda disse que o motorista a observava pelo retrovisor.

O outro caso foi relatado por uma jovem de 22 anos, moradora do bairro Tupi, na região Norte de Belo Horizonte. Ele disse que acionou app para ir do bairro São Gabriel até o Aparecida, na região Noroeste da capital, onde mora o namorado.

“No meio do trajeto o motorista aumentou o volume do som, sendo que, até então, na viagem não tinha nem som com volume ambiente. No que ele ligou o som alto, consegui escutar um som de spray. Neste momento, ele já tinha fechado a janela do passageiro”, disse a jovem na época.

Após suspeitar que poderia ser uma vítima da suposta intoxicação, a jovem abriu a janela e colocou o rosto para fora até que parasse de arder. Ela conseguiu desembarcar e acionou a polícia.

Nesse caso, o motorista entrou em contato com a Itatiaia e negou as acusações. Disse que o carro dele não tinha som e os vidros traseiros eram manuais.

“Os vidros traseiros do meu carro são de manivela, manual. O passageiro tem livre arbítrio de abrir ou fechar os vidros. O meu carro não tem opção de travamento dos vidros”, garantiu. Além disso, ele afirmou que não soltou nenhum produto no ar enquanto dirigia. Após a divulgação do caso, ele foi retirado da plataforma.

As duas vítimas registraram boletins de ocorrências. A Polícia Civil abriu investigação.

São Paulo

Nesta semana, a Justiça de São Paulo condenou duas mulheres que denunciaram caso semelhante a indenizar o motorista em R$ 20 mil. A polícia concluiu que o produto que elas consideravam ser tóxico era, na verdade, álcool 70º com essência de canela, sem qualquer substância capaz de provocar inconsciência ou intoxicação.

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