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Policiais civis suspeitos de participar de esquema de corrupção são ouvidos em BH

Operação Higia investiga corrupção envolvendo advogado e investigadores da Polícia Civil para privilegiar criminosos 

Essa será a primeira vez que os presos serão ouvidos desde a deflagração da operação

Serão ouvidos nesta terça-feira (12), em Belo Horizonte, 24 presos na operação Higia, deflagrada no fim de junho para combater um esquema de corrupção e privilégios a criminosos nas penitenciárias. Participaram da ação o Ministério Público de Minas Gerais, Corregedoria-Geral da Polícia Civil, Polícia Militar e Departamento Penitenciário.

As investigações denunciam a relação de investigadores da PC com o advogado criminalista Diego Ferreira de Matos, suspeito de movimentar grande rede ao fazer a ponte entre traficantes e ao menos 11 policiais.

Os envolvidos fazem parte da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc), Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri) e Departamento Estadual Investigação Crimes de Trânsito (Deictran).

O trabalho contou com escutas de conversas, e registrou, com fotos e vídeos, diversos encontros entre o advogado e os investigadores.

Em 16 ocasiões, houve inclusive entrega de embrulhos e sacolas, que a investigação acredita ser o dinheiro da corrupção. Outros 23 encontros também foram registrados.

Essa será a primeira vez que os presos serão ouvidos desde a deflagração da operação. À época, ainda foram apreendidas dez armas ilegais, 537 munições de diversos calibres, dez peças de joias, 32 celulares, nove computadores e notebooks e um carro. Os mandados foram cumpridos em cidades da Região Metropolitana de BH, além das celas de investigados presos na região Central do Estado.

(Com informações de Renato Rios Neto, Lucas Sanches)

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