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Homem é preso suspeito de jogar óleo quente na companheira e no filho enquanto dormiam na Grande BH 

Mulher ficou 15 dias com queimaduras de 2º grau. Vítima ficou internada e passou por duas cirurgias 

Investigado poderá ser indiciado por homicídio duplamente qualificado e crimes previstos na Lei Maria da Penha

Um homem, de 38 anos, foi preso suspeito de jogar óleo quente na companheira em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A prisão ocorreu na última sexta-feira (1º), depois que a Polícia Civil identificou que o investigado vivia como andarilho em Belo Horizonte.

"A prisão ocorreu após uma semana de negociação com a polícia, já que ele estava na condição de andarilho. Ele foi convencido de se entregar na delegacia", disse a delegada Ariadne Elloise Coelho, da equipe da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).

O crime ocorreu na madrugada de 8 de junho, quando ele esquentou gordura no fogão e jogou o líquido fervendo na esposa e acabou acertando o filho, de 1 ano, enquanto eles dormiam.

"Em ato de defesa, a mulher levantou um dos braços. Ela sofreu queimaduras de 2º grau no rosto e no braço", relatou a delegada.

Depois disso, ela teria se deslocado até a casa do cunhado, seu vizinho, sendo socorrida e encaminhada ao hospital.

O suspeito fugiu e a vítima permaneceu quase 15 dias internada, passando por duas cirurgias e precisou fazer enxerto. A criança foi liberada no dia seguinte.

Segundo levantamentos da polícia, a vítima já tinha sofrido agressão física e ameaças durante o relacionamento, mas nunca registrou ocorrência ou pediu medidas protetivas.

"Ela narrou que, em data pretérita, chegou a desmaiar após esganadura por parte do companheiro e, antes do ocorrido, estava sofrendo ameaças de morte, enquanto o marido voltou a fazer uso constante de cocaína e bebida", informou a corporação.

Em interrogatório, ele confessou ter jogado o óleo quente, afirmando que queria apenas "dar um susto" na companheira, por terem discutido no dia anterior. Não tinha intenção de machucá-la ou lesionar o filho.

Ele negou uso de drogas e violências anteriores.

As investigações continuam realizando diligências complementares. O investigado poderá ser indiciado por homicídio duplamente qualificado e crimes previstos na Lei Maria da Penha", finalizou.

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