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Taxista em Belo Horizonte trabalha como 'detetive' a pedido de clientes

A grande maioria dos clientes, quando entra no táxi, pede para o motorista seguir um carro ou uma pessoa  

Juliano Duarte, o taxista que também é "detetive", ao lado do repórter João Felipe Lolli.

A séria especial Itatiaia em Movimento, produzida pelo repórter João Felipe Lolli, entrevista motoristas de táxi que atuam nas ruas de Belo Horizonte. Juliano Duarte, de 45 anos, mora em Santa Luzia e trabalha como taxista há 7 anos e disse que, muitas vezes, acaba fazendo as vezes de "detetive" a pedido de clientes.

"Tem que ser investigador também. Às vezes você tem que entrar até no motel pra seguir. Verdade, isso aí acontece demais. E a gente acaba descobrindo a traição."

Juliano tem duas filhas, é solteiro e disse que ser taxista compensa financeiramente. Durante o trajeto, que saiu da avenida Afonso Pena, esquina com a rua dos Caetés, no hipercentro de Belo Horizonte, até a praça Milton Campos, o taxista revelou que é possível ter uma remuneração digna no final do mês, mesmo após a alta dos combustíveis.

"Consigo, sim, cara. O táxi é um dia pelo outro. Tem dia que é bom, tem dia que é ruim. Mas, no geral, é bom, é bacana", disse Juliano que mandou um recado para o presidente Jair Bolsonaro - que ele disse admirar - referente aos altos preços dos combustíveis, principalmente da gasolina. "Eu penso que ele deveria olhar essa questão do combustível cara, porque o combustível tá caro demais, então pesa no bolso. Antigamente, você completava um tanque com duzentos reais e hoje a gente enche o tanque com trezentos. Eu estou colocando, agora, etanol porque o etanol está mais em conta, só que ele não dura muito."

Ouça aqui entrevista completa.

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