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Sargento da PM é suspeito de abusar sexualmente da enteada de 8 anos na Grande BH

Segundo a denúncia, o crime teria acontecido no Dia das Mães deste ano; suspeito ficou preso por quatro dias, mas foi liberado

Pai da criança chegou a pedir a guarda temporária da filha, mas teve o pedido negado na Justiça

Um sargento da Polícia Militar de 38 anos, lotado em Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, é suspeito de abusar sexualmente da enteada, uma menina de 8 anos. A Polícia Civil foi acionada e já investiga o caso.

Segundo o pai da vítima, que não será identificado, o crime teria acontecido em maio deste ano, mas o suspeito estaria tentando conquistar a confiança da garota há mais tempo.

"Minha filha não soube precisar desde quando, mas ela falou que foram mais de dez vezes em que ele me colocava no colo e passava a mão. A mãe perguntou para ela o que tinha acontecido, mas ela relutou em dizer porque esse sargento atuou primeiro para ganhar a credibilidade da minha filha", comentou o homem.

O suspeito, atual companheiro da mãe da vítima, chegou a ser considerado "amigo" da menina, e teria ficado preso por quatro dias. Em uma audiência de custódia, segundo o pai da criança, ele foi liberado sob alegação de ser uma pessoa "que não trazia risco à sociedade".

"Levantando a ficha desse elemento, ele já tem um processo na Lei Maria da Penha e caso de agressão à ex-esposa, quer dizer, não é uma pessoa de ficha limpa. Ele ainda sempre estava de posse de uma arma, mesmo à paisana. Quando perguntei a ele o motivo, me disse que sempre iria me receber com a arma no colo", completou.

O pedido do pai é que a Justiça seja efetiva na investigação do caso, tendo em vista também a condição de militar do suspeito. O homem pediu a guarda temporária da filha, argumentando que um tempo seria importante até para ajudar a mãe na resolução do assunto, mas a Justiça negou a solicitação.

"A criança tem que chegar aqui morta para a Justiça ver aquele ato como um perigo. O ato só é visto depois", finalizou o pai.

A reportagem procurou as Polícias Civil e Militar para entender o andamento das investigações e possíveis medidas já tomadas, mas ainda não teve resposta.

(Com informações de Amanda Antunes)

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