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Presídios de Minas: servidor federal é preso suspeito de chefiar esquema de fraudes na alimentação 

Empresário vai responder por falsidade ideologia, associação criminosa e lavagem de dinheiro

Operação Praestatur Prandium foi desencadeada nesta segunda-feira (20)

Um empresário de 58 anos é apontado pela Polícia Civil como chefe de um esquema de fraudes em licitações no fornecimento de alimentação para presídios de Minas Gerais. Detalhes da operação Praestatur Prandium, desencadeada nesta segunda-feira em Minas e na Bahia, foram repassados durante entrevista coletiva. Ao todo, foram expedidos 12 mandados de busca e apreensão e 1 de prisão. Ele foi preso e vai responder por falsidade ideologia, associação criminosa e lavagem de dinheiro. 

Conforme a investigação, iniciada no fim do ano passado, o empresário é agente de saúde federal licenciado. Ele entrava nas licitações para fornecimento de alimentos em presídios, ganhava, mas não prestava o serviço em determinados momentos, como final de semana e feriados prolongados.  

Para não deixar faltar comida, o governo de Minas era obrigado a entrar com um plano de emergência e comprar as refeições de outras empresas até por 30% a mais. Ainda conforme a investigação, as empresas que participaram da primeira licitação faziam parte do esquema e tinham ligação com o empresário, que usava laranjas para não ser descoberto.  

Os mandados de busca e apreensão são cumpridos em dez cidades mineiras. A investigação aponta que a fraude ocorreu em 17 municípios de Minas Gerais. A prisão do empresário tem validade de cinco dias, mas pode ser prorrogada ou até mesmo transformada em prisão preventiva. 

Vários documentos foram apreendidos. A Polícia Civil destaca que a investigação continua. 

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