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Pequenos negócios são responsáveis por 86,5% dos empregos criados na retomada da economia

Pequenos empresários têm maior capacidade para se adaptar e se em momentos de crise

Reportagem especial traça cenário da retomada da geração de emprego

Depois do auge da crise econômica, quando o país tinha quase 15 milhões de desempregados, o momento agora é outro. Não que a situação esteja ideal, mas se esse enorme transatlântico está conseguindo, aos poucos, se mover em um mar ainda bastante revolto, as grandes responsáveis por isso são as micro e pequenas empresas, - justo elas que mais sofreram na pandemia. Agora, elas ressurgem e, principalmente, recontratam.

O Itatiaia Agora traz uma série de reportagens especiais, chamada ‘Contrata-se, a força dos pequenos negócios na retomada do emprego’ para traçar o cenário da retomada da geração de emprego, após a fase mais aguda da pandemia.

De todos os empregos gerados em Minas, em abril deste ano, 86,5% são de contratações por micro e pequenas empresas, segundo os dados do  Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). E esses números reforçam uma tendência de 2021, - ano em que essa parcela do mercado foi responsável por 7 a cada 10 novos postos de trabalho.

Bárbara Castro, analista do  Sebrae, explica que pequenos empresários têm maior capacidade para se adaptar e se em momentos de crise. “É uma quantidade muito numerosa, distribuída em todas as regiões e em todos os setores. O país já passou por uma série de recessões e momentos mais críticos da sua economia. E a micro e pequena empresas sempre serviram como um colchão amortecedor, principalmente, quando a gente fala de emprego. Esses negócios conseguem se reinventar melhor”, disse. 

O economista e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Mário Rodart explica que, para este momento de recuperação, o capital humano dos pequenos negócios é fundamental.  "Por elas (trabalhadores das pequenas empresas) trabalharem em setores mais tradicionais, como, por exemplo, setor de alimentação e serviços, elas não precisam de muito capital para estarem operantes novamente. Elas são muito mais dependentes do conhecimento que têm, do próprio capital humano. Elas não dependem muito da estrutura em que elas estão de financiamentos externos”, explicou. 

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), Marcelo de Souza e Silva, confirmou que o cenário é de retomada e de geração de empregos por parte das pequenas empresas e de mudança de mentalidade. 

“O primeiro que sofre o impacto é o empresário de micro e pequena empresa, mas também é o primeiro que se levanta. É o que nós estamos vendo agora: um cenário bem positivo. Os micro pequenos empresários entenderam que precisam tomar mais conta do seu negócio. Então, ele está tomando conta melhor do seu negócio, ele está tratando melhor seu cliente e ele está se expandindo”, disse.

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