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Feira atraiu delegações estrangeiras em busca de conhecimento técnico e material genético

Cerca de 150 produtores rurais das Américas Central e do Sul passaram pelo Parque da Gameleira

Presidente da Federação dos Produtores de Leite da Bolívia, Klaus Frerking, visitou a Megaleite pela primeira vez e já pensa em voltar no próximo ano

A presença de delegações da Bolívia, Nicarágua, Venezuela, Equador, México e Colômbia na Megaleite 2022 confirma que o Brasil é, de fato, referência em melhoramento genético bovino. Cerca de 150 produtores rurais estrangeiros passaram pelo Parque da Gameleira em busca de novidades tecnológicas, referências de sistemas de produção e, principalmente, de animais, sêmens e embriões.

Para o gerente do programa Brazilian Girolando, da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, Marcelo Cembranelli, o empenho dos próprios criadores na seleção e cruzamentos de animais melhoradores, a participação da Embrapa no que se refere à pesquisa genômica e o apoio da iniciativa privada fizeram a diferença. “A Embrapa Gado de Leite é a unidade que desenvolve o trabalho de pesquisa da Girolando. Sem ela e o apoio das empresas Zoetz e CRV Lagoa, toda essa excelência não teria sido possível.”

As conquistas explicam a presença expressiva dos estrangeiros na Megaleite. Segundo Marcelo, eles "ficaram encantados com os nossos produtos e as possibilidades oferecidas. Fizeram questão de conhecer tudo e ficar por dentro de todas as novidades”. Outra coisa que os atrai, a cada edição, é conhecer de perto as fazendas-modelo mineiras.

O produtor rural e ex-presidente da Federação Departamental dos Produtores de Leite de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, Klaus Frerking Adad, visitou uma propriedade em Ferros e ficou impressionado com a organização e os investimentos em capacitação de pessoal e melhoramento genético. Essa foi a primeira vez que ele veio à Megaleite, incentivado por outros 19 produtores rurais que já tinham tido a experiência e toparam a viagem com ele. “Estamos impressionados com a qualidade dos animais, com a forma amistosa e solícita como fomos acolhidos pelos organizadores e, principalmente, com o apoio técnico que tivemos. São coisas que não encontramos em nosso país”, disse Klaus.

Ele e os companheiros adquiriram, juntos, 19 exemplares vivos de Girolando e fizeram um convênio com a Associação dos Criadores. Por meio desse acordo, continuarão a receber assistência para o desenvolvimento da raça na Bolívia. A ideia, segundo Klaus, é organizar o 1º. Leilão 100% Girolando no país. “Reunimos 55 animais e planejamos fazer um grande evento”, disse.

Ajuda para as certificações

Cembranelli contou que o programa Brazilian Girolando também apoia os compradores estrangeiros para que eles consigam fazer os registros dos indivíduos que nascerem em seus países. “Oferecemos às associações, cooperativas e criadores todo o know how necessário para que desenvolvam a raça, mantendo as certificações e garantias de origem dos animais”, explicou.

De acordo com o gerente é raro haver exportações de animais vivos para países da América do Sul, América Central e Europa porque as legislações sanitárias dessas regiões são extremamente rígidas. “Não que a nossa não seja, mas é que há doenças que lá já estão controladas e aqui, ainda não. A opção mais fácil acaba sendo a exportação de sêmen e embriões”. Animais em pé são mais comumente vendidos para a Oriente Médio e a África, regiões onde o protocolo para o comércio internacional é menos rigoroso”, explicou.

Klaus, que é dono da fazenda La Maras, nos arredores de Santa Cruz, e tira 3 mil/litros de leite por dia, já planeja voltar à Megaleite no próximo ano. “Estaremos aqui certamente. A experiência me deixou muito mais animado com a atividade leiteira. Estou certo de que, em menos tempo do que imaginava, chegarei à meta de tirar 7 mil litros de leite/dia.

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