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Preço do tradicional pastel frito dispara em Belo Horizonte: ‘Brasil está difícil de ser levado a sério’

Salgado preferido no Centro da capital é impactado pela alta do óleo de soja, farinha de trigo e carne de boi 

Preço do pastelzinho está cada vez mais salgado para o trabalhador

O preço do tradicional pastel frito, muitas vezes acompanhado de um caldo de cana, está cada vez mais salgado para o consumidor. A reportagem da Itatiaia percorreu pastelarias do Centro de Belo Horizonte e constatou que o valor do salgado campeão de vendas disparou, impactado pela alta do óleo de cozinha, da carne e da farinha de trigo.

Seja de carne, queijo ou frango, a iguaria encareceu nos últimos dias e já é encontrada a R$ 2 em algumas lanchonetes do Centro da capital. Os consumidores sentem no bolso e reclamam. “Tem pastel que já está R$ 2. Então, não está dando para comprar”, diz Weverton Avelar Reis Costa. “Tem que levar só um, que é para o dia a dia. R$ 2 é um valor muito alto e não está dando condição para comprar o pastel”, completou.

Antônio Carlos Gomes também reclama e diz que a situação no país só piora. “O Brasil está difícil de ser levado a sério. Tem que ficar sem comer pastel, sem comer nada. Ultimamente, não está dando (para lanchar)”.

A trabalhadora Marilúcia da Silva diz que nada escapa da disparada dos preços que atinge o Brasil. “Tem (aumentado) muito. Nada está escapando hoje em dia”.

Pastel está pesando no bolso do trabalhador

Empresários

Donos de lanchonetes ouvidos pela Itatiaia apontam a alta do trigo, da carne e do óleo de cozinha como culpada. “Pastel, para a matéria-prima, a gente usa muita farinha de trigo, muito óleo, queijo, carne e acaba que são produtos que subiram. Tudo subiu, mas o aumento do óleo dos últimos meses para cá foi uma coisa muito significativa pra gente”, explica Renan Simões, dono da Stop Pastel.

“Há pouco tempo atrás o pastel estava R$ 1,50, a gente teve que aumentar para R$ 1,70 e, há mais ou menos três semanas, a gente subiu para R$ 1,90, porque, realmente, não estava tendo condição, a margem já estava bem reduzida e a gente teve que acompanhar”, completou.

Dono da Pastelândia, Weder Vilana, diz que o segmento sofre com a pressão inflacionária, especialmente por causa da alta da carne bovina. “A gente compra um produto inteiro, fresco, chega todos os dias, produtos de qualidade e isso tem um preço. A carne subiu muito e continua subindo. O óleo é insumo que a gente renova quase toda semana e a farinha também. Todos esses produtos subiram em todo de 40% no último ano”, diz.

Apontado como um dos principais vilões para o aumento do pastel, o óleo de soja subiu mais de 20% somente neste ano.

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