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Alta no preço dos combustíveis 'é remédio amargo, mas importante', afirma economista

A redução de investimentos na produção de petróleo está entre os motivos do aumento 

Alta no preço dos combustíveis 'é remédio amargo, mas importante', diz economista.

A economista Rafaela Vitória disse, em entrevista ao Itatiaia Agora desta sexta-feira (17), os motivos de mais uma alta no preço dos combustíveis, o 14º só neste ano e destaca a redução de investimentos na produção de petróleo e a guerra entre Rússia e Ucrânia como os principais fatores.

"A razão da gasolina mais cara é hoje uma questão de falta de capacidade de produção de petróleo e principalmente de refino de petróleo. O mundo, em geral, reduziu a produção de petróleo e de gasolina principalmente na pandemia. Essa redução de investimento em petróleo e capacidade de refino ela já vem acontecendo há alguns anos com esse incentivo dos governos para que a gente mude os hábitos, para o uso de combustíveis renováveis. Então, as empresas produtoras de petróleo de gasolina elas vêm reduzindo os investimentos ao longo dos anos e com isso vem reduzindo também a capacidade de produção."

Sobre a divulgação das novas taxas de juros, com um aumento que já era previsto, Rafaela Vitória ressalta que esse ainda não foi o último. O Banco Central vem elevando juros desde março de 2021 para tentar a conter inflação. O avanço da Selic é o 11º consecutivo. Com o décimo primeiro aumento seguido na taxa básica de juros da economia, a Selic chega ao maior patamar desde dezembro de 2016, quando estava em 13,75% ao ano.

"A nossa expectativa agora é que o Banco Central vai dar mais uma alta 25 pontos percentuais e a gente chegaria numa taxa Selic de 13,5%. Essa deve ser a última alta, então essa taxa Selic aí de fim de ciclo. Acho que cabe ressaltar aqui que esse é o caminho para combater a inflação, infelizmente, né? É um remédio amargo, a gente sabe, mas essa alta dos juros ela é muito importante para controlar a demanda, pra que a gente tenha expectativas de inflação dentro da meta no próximo ano. É um caminho correto pra combater a inflação, infelizmente."

Ainda, sobre o aumento dos combustíveis, a economista pondera e diz que a Petrobras precisa acompanhar os preços do mercado internacional. "Essa alta é internacional. A gente estava com uma defasagem. Eu sei que é muito impopular falar isso, mas é importante a gente ter uma média de preços compatíveis aqui no Brasil, porque o país ainda não é autossuficiente principalmente na produção do diesel. A gente importa o diesel. Se a Petrobras pratica preços abaixo dos preços internacionais, essa importação para de acontecer e a gente pode ter até uma falta de diesel no mercado, uma escassez. A mesma coisa pra gasolina."

Ouça abaixo a entrevista completa:

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