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MPMG denuncia seis pessoas pela morte de menina em ritual espiritual em Frutal 

Criança sofreu queimaduras por quase todo o corpo em ritual espiritual realizado com as participações da mãe, tia, avô e avó da menina, um suposto 'pai de santo' e seu assistente

o crime foi praticado contra uma criança em contexto de violência doméstica

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), ofereceu denúncia contra seis pessoas acusadas de participação na morte da menina de 5 anos, em Frutal, no Triângulo Mineiro. O crime ocorreu em 23 de março deste ano. As informações foram divulgadas nessa terça-feira (14).

As investigações apontam que, durante o ritual espiritual - do qual participaram a mãe, tia, avô e avó da menina, além de outras duas pessoas: um suposto “pai de santo” e seu assistente - , banharam uma criança com álcool e utilizando-se de uma vela acesa atearam fogo. A criança faleceu depois de sofrer queimaduras por todo o corpo.

De acordo com o órgão, a denúncia aponta que a mãe da criança teria contratado o suposto “pai de santo” para que realizasse um trabalho espiritual “a fim de não perder o marido em razão de recente separação". Posteriormente, um novo trabalho que ocasionou a morte da criança.

Ainda conforme apurado, após o ritual, os denunciados fizeram diversas mudanças na cena do crime. Eles disseram que tratava-se de um durante churrasco.

Para o MPMG, o crime foi praticado contra uma criança, em contexto de violência doméstica e familiar, “com emprego de fogo e recurso que dificultou a defesa do ofendido.”

O MPMG denunciou o suposto “pai de santo” e seu assistente por homicídio triplamente qualificado. Já os parentes da vítima foram denunciados por homicídio triplamente qualificado por contribuírem materialmente com o ritual e omissão

Prisão

O suposto “pai de santo” e três parentes da vítima estão presos em Frutal e Uberaba. Ao avô foi concedida liberdade provisória mediante a fixação de cautelares em razão da idade.

O MPMG pediu ainda a prisão preventiva do assistente do suposto “pai de santo”, cuja participação na morte da menina só foi descoberta posteriormente. O pedido feito à Justiça ainda não foi analisado.

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