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Confeiteiras da Vila: profissionais de BH se unem para ensinar  moradoras do Aglomerado da Serra 

Projeto voluntário terá duração de três meses na comunidade

Curso ensina confeitaria a mulheres do Aglomerado da Serra

Confeiteiras profissionais de Belo Horizonte se uniram para ensinar moradoras do Aglomerado da Serra, na região Centro-Sul de Minas, a fazer receitas doces e, com isso, ter a possibilidade de gerar renda. A iniciativa é das professoras Dayane Gomes, 29, e Karina Moreira, 35, em parceria com a Associação Comunitária de Moradores da Vila Santana do Cafezal. Bolo no pote, doces tradicionais, massas, pão de mel e outras delícias estão no cronograma do curso, que ensinará também como pesar e precificar os produtos.

“A intenção é ajudar as mulheres que estão desempregadas. Tem muita gente passando necessidade, passando fome lá na Serra. Criamos esse projeto para ajudar essas mulheres”, ressalta Karina Moreira, especialista em manipulação de alimentos.

Karina destaca que o curso é totalmente de graça e bancado com recursos próprios das profissionais envolvidas na iniciativa. Por isso, o a ação vai atender 30 mulheres da comunidade, com aulas às terças-feiras durante três meses.

A professora diz que já na primeira atividade, realizada na semana passada, as alunas já produziram. “Por que somente às terças? Porque até então nós que estamos comprando todo material. Não temos apoio e nem ajuda de ninguém”, diz Karina.

O custo mensal do projeto gira em torno de R$ 2.500. O objetivo é abrir mais turmas e ampliar o iniciativa para outros locais. No entanto, é preciso de apoio, como doações de ingredientes e até financeiro. “Nosso intuito é descobrir e aprimorar talentos doces da vila, para que eles tenham a própria renda, trabalhando até dentro de casa. Trazemos a confeitaria de uma forma bem prática, com receitas coringas e deliciosas. Toda parceria é importante para que o projeto continue e cresça cada vez mais”, destaca a professora Dayane Gomes.

Desemprego e fome

O curso que pode ajudar na geração de renda ocorre em um momento em que o desemprego atinge 12,8 milhões de brasileiros, conforme dados recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad).

Além disso, o país tem 33,1 milhões de pessoas sem ter o que comer, patamar registrado pela última vez nos anos de 1990. Os dados estão no 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia de Covid-19, divulgado na semana passada.

Para Cristiane Pereira, conhecida como Kika, presidente da Associação dos Moradores do Aglomerado da Serra, o momento atual reforça a importância da iniciativa.

“O projeto fortalece a autoestima dessas mulheres. Trabalha tudo com uma mulher que fica dentro de casa, não tem nada e não consegue gerar sua própria renda. Então, é um projeto de suma importância e espero que tenha vida longa”.

Esperança

Quem participa da iniciativa comemora a oportunidade. “No aglomerado, tem muita gente parada, gente querendo trabalhar e querendo aprender. Deus abençoe, porque são poucas pessoas que fazem isso”, disse uma aluna.

Outra moradora, identificada como Jéssica, de 29 anos, aproveita o projeto para aprimorar os conhecimentos. “Sou uma confeiteira iniciante e acredito que os ensinamentos vão agregar muito. Estou muito feliz por participar do projeto”, disse.

Vagas

Das trinta vagas, 25 estão preenchidas. Quem tiver interesse pode fazer contato pelo Instagram @karinasweets.

Ao todo, cinco mulheres participam da iniciativa. Além das professoras e da presidente da associação do aglomerado, a pedagoga Lidi Couto e Rayra Lage, que cuida da divulgação na comunidade.

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