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BH suspendeu 3,9% das salas de aula devido a surto de covid

Prefeitura anunciou, nesta segunda-feira (13), que uso da máscara voltará a ser obrigatório em locais fechados, incluindo as salas de aula

Alunos deverão voltar a usar máscara nas escolas de Belo Horizonte

A Prefeitura de Belo Horizonte informou, nesta segunda-feira (13), que 33 das 842 salas de aula das redes pública e particular na capital mineira precisaram ser suspensas devido a surtos de covid-19. Em termos percentuais, isso significa que 3,9% do total das classes tiveram as atividades interrompidas.

As salas de aula também se encaixam no critério estabelecido pela prefeitura e alunos e professores deverão voltar a usar máscaras em locais fechados dentro das escolas. Nas áreas abertas, a regra fica a critério de cada instituição de ensino.

"A escola vai entrar na portaria, ambientes fechados como salas de aula é obrigatório, ambientes abertos fica a critério de cada escola", afirmou a secretária municipal de educação, Cláudia Navarro.

Ao citar que 3,9% de todas as salas de aula do município tiveram que ser suspensas temporariamente, a secretária afirmou que quando há registros de casos de covid-19 a pasta avalia caso a caso.

"É bom esclarecer também que quando se fala em surtos em escolas nosso trabalho tem sido individual. Quando existe um caso em determinada escola é feita toda uma pesquisa epidemiológica com todos os contatos. Quando é constatado caso, fechamos temporariamente", afirmou. "Temos 842 classes e fechamos temporariamente 33 classes", completou.

Máscaras obrigatórias em BH

A Prefeitura de Belo Horizonte anunciou recuo nas medidas de flexibilização em meio à pandemia de covid-19 e retomou a obrigatoriedade do uso de máscaras em locais fechados na capital. A informação foi antecipada pela Itatiaia e o anúncio oficial foi feito há pouco pela secretária municipal de Saúde, Cláudia Navarro, em entrevista coletiva na sede do Executivo municipal.

Um novo decreto será publicado nesta terça-feira (14), com validade inicial até o dia 31 de julho. A nova medida chega quase dois meses após a liberação do item de proteção. No dia 27 de abril, a prefeitura decretou que as máscaras não seriam mais obrigatórias, e no dia seguinte, um decreto foi publicado no Diário Oficial do Município (DOM).

Vacinação em baixa para crianças

Segundo Navarro, a cobertura vacinal em BH ainda não é suficiente, com destaque para a segunda dose em crianças de 5 a 11 anos. Para o novo decreto, a máscara será obrigatória em salas de aula, unidades de saúde, shoppings, cinemas e no transporte coletivo, por exemplo, seja de instituições públicas ou privadas. Fora das salas, a permissão cabe às escolas.

Também será citado no documento a recomendação do uso do item mesmo em lugares abertos. Estádios de futebol e feiras, por exemplo, não terão obrigatoriedade, mas será mantida a recomendação da prefeitura para uso da proteção.

"Solicitar comprovantes de vacinação não será orientação do protocolo", pontua Navarro.

Entre abril e maio, BH registrou aumento de 552% nos casos positivos para Covid-19 - ao mesmo tempo, a busca por testes mais que dobrou na capital. Segundo o último boletim epidemiológico publicado, datado de sexta-feira (10), só neste ano, mais de 90 mil pessoas foram infectadas pela doença, das quais 589 morreram.

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