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Brasileiros sofrem para tirar visto para o México e vivem drama perto de viagem

Turistas relatam que Consulado do México só tem liberado visto para aqueles que já possuem autorização para viajar aos Estados Unidos

As mineiras de BH, Dayanna e Brisa, não conseguem visto para fazer a "viagem dos sonhos" para Cancún, no México

Os relatos de brasileiros que não conseguem entrar no México aumentaram nas últimas semanas. O drama mais recente é da mineira Brisa Helena Miranda Souza, advogada e vendedora que mora em Belo Horizonte. Ela está com viagem marcada para Cancún com a amiga Dayanna Apolinário Diniz, para 15 de junho, mas não conseguem tirar o visto.

Conforme relatos de Brisa Helena e de outras centenas de brasileiros, o problema está no site do governo do México que apresenta instabilidades desde 30 de maio.

"Desde o dia 30 de maio nós começamos a tentar e o visto só é concedido para quem já tem o visto americano. Antes, era possível chegar até no México. Atualmente, as companhias aéreas não estão autorizando nem sair do Brasil", relata Brisa, que pretender ir para o país com a amiga de infância em comemoração ao aniversário de 27 anos.

As brasileiras compraram a viagem há 6 meses e investiram, cada uma, aproximadamente R$ 14 mil entre passagem, passeios e roupas. "Ela [amiga] juntou dinheiro a vida inteira e eu peguei todas as minhas economias e investi nisso. Era um programa nosso", contou.

Como o site apresenta instabilidade, uma alternativa para conseguir o visto seria presencialmente, algo inviável para as amigas devido ao prazo. "Só que o presencial é daqui a dois meses, ou seja, perderíamos a viagem. Faltam quatro dias pra gente ir e o problema não está resolvido."

As reclamações e dificuldades de centenas de brasileiros que estão com viagem marcada para o México chegou ao Itamaraty que, nessa semana, respondeu por meio de nota que "tem acompanhado com preocupação relatos de centenas de brasileiros atualmente impossibilitados, por questão técnica, de tramitar autorização eletrônica para ingresso no México. O Itamaraty solicitou, em alto nível, providências urgentes ao governo mexicano, por meio da Secretaria de Relações Exteriores, da Secretaria de Turismo e do Instituto Nacional de Migração, com vistas a resolver o problema".

A nota ainda pede urgência na resolução do problema. "O Brasil reitera a expectativa de que seja encontrada com urgência solução definitiva para a questão, que prejudica centenas de turistas e empresários brasileiros."

Consulado

Brisa Helena explica que também tentou, sem sucesso, resposta para a solução junto ao Consulado do México no Brasil. "Não conseguimos falar no Consulado, nem por e-mail e nem por telefone. Simplesmente não atende".

Por meio de nota, a Embaixada do México no Brasil diz que caso a resposta do pedido seja "não processado", o turista deve ir ao consulado mexicano mais próximo da residência (Rio de Janeiro, São Paulo ou Brasília) e solicitar um visto físico no passaporte.

"O visto mexicano tem um custo de US$ 48, cujo equivalente em reais varia mensalmente de acordo com o câmbio. Este visto é válido por 180 dias a partir da data de emissão para entrar no México", esclarece a nota.

"Vou ter prejuízo, pagar multa pra alterar a data, os passeios eu vou perder dinheiro, vou perder os dólares que eu comprei. Essa é uma perda para a classe média, a classe que trabalha pra pagar as coisas, que luta e sonha alto. Essa sim, tá sendo massacrada pelos mexicanos", se queixa Brisa.

A advogada disse que, caso não consiga solução para o problema, para o México ela não viajaria mais. "Pra Cancún, nunca mais. Estou me sentido desrespeitada. Não consigo nem pensar na possibilidade de não conseguir. Se não der certo, quero meu dinheiro de volta."

Professores barrados

Professores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) foram presos no Aeroporto Internacional da Cidade do México, após desembarcarem para um evento acadêmico, no último fim de semana.

No sábado (4), a professora Graziela Mello contou que foi barrada quando desembarcou na Cidade do México para apresentar um trabalho na 9ª Conferência Latino-Americana e Caribenha de Ciências Sociais, organizada pelo Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (Clacso).

“Depois de pelo menos uma hora de espera na fila do controle de passaporte, a polícia mexicana sem me dizer o porquê reteve o meu passaporte e me conduziu para uma sala branca , onde eu não podia nem me comunicar por celular”, contou a professora.

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