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Acidente no Anel Rodoviário: 'fiscalização intensa' é uma das alternativas para evitar mortes, alerta especialista 

Mais um grave acidente registrado na noite de sexta-feira deixou duas pessoas mortas e 6 feridas. 

Acidente no Anel Rodoviário de BH deixa dois mortos e seis feridos na noite de sexta-feira (10)

Uma batida no Anel Rodoviário de Belo Horizonte na noite dessa sexta-feira (11) envolvendo oito veículos, sendo três caminhões e cinco carros menores, deixou duas pessoas mortas e outras seis feridas, na altura do bairro Betânia.

A dinâmica do acidente é parecida com dezenas de outros que, repetidamente, acontecem na mesma região: após um congestionamento no trecho, um caminhão desgovernado passou por cima dos veículos que estavam parados no local.

Para o especialista em trânsito, Silvestre Andrade, em entrevista ao Itatiaia Agora na tarde deste sábado (11) esse problema é recorrente e precisa ser resolvido. "Precisamos de ações mais efetivas na área, tanto de segurança viária, como especialmente na área de fiscalização. Precisamos de uma fiscalização mais intensa, no Anel, à semelhança do que a BHTrans faz na entrada da cidade, pela Nossa Senhora do Carmo, algo constante, permanente, vigilante", alerta o especialista.

"Nós estamos discutindo a questão do novo Rodoanel há muitos anos. Há mais de 20 anos essa discussão se prolonga. Então, se a gente não enfrentar agora e começar a resolver nós vamos estar discutindo por mais mais 20 anos", ressalta Silvestre Andrade que reforça a importância da implantação de fato do Rondoanel.

Projeto

O projeto do Rodoanel Metropolitano existe desde o final da década de 90. Desde então o traçado vem sendo modificado e atualizado constantemente. No atual governo a responsável pela obra é a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade (Seinfra), chefiada pelo advogado Fernando Marcato.

São quatro alças viárias: Oeste e Norte seriam as primeiras a ficarem prontas, previstas para 2026 – a alça norte tem início no entroncamento com a BR-381 trecho Belo Horizonte - Governador Valadares e fim no entroncamento com a LMG-806, tendo extensão de 43,9 km; a alça oeste começa no entroncamento com a LMG-806 e termina no entroncamento com a BR-381 trecho Belo Horizonte - São Paulo. Ao todo, são 25,8 quilômetros de extensão.

As alças Sul e Sudoeste devem ficar prontas, segundo o governo do estado, entre 2027 e 2028. A alça Sudoeste tem 13,2 quilômetros de extensão, do entroncamento com a BR-381, trecho Belo Horizonte - São Paulo, até entroncamento com a MG-040. Já a alça Sul vai do entroncamento com a MG-040 até o entroncamento com a BR-040, no trecho Belo Horizonte - Rio de Janeiro. Ao todo, são 17,6 quilômetros de extensão.

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