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Antibióticos e analgésicos continuam em falta em Minas

A presidente do Conselho Regional de Farmácia, Júnia Célia de Medeiros, explica que a falta de  medicamentos é multifatorial e não há prazo para normalização

Especialista explica a falta de medicamentos

Antibióticos e analgésicos continuam em falta em Minas Gerais. A informação foi divulgada pela presidente do Conselho Regional de Farmácia, Júnia Célia de Medeiros.

“Estão em falta muitos medicamentos, em especial os antibióticos, analgésicos, antialérgicos, medicamentos para tosse usados nas doenças respiratórias sazonais agora do inverno. Também estamos com desabastecimento registrado de dipirona injetável em muitos hospitais”, explicou em entrevista que foi ar na edição desta sexta-feira (10) do Jornal da Itatiaia.

Ela explica que a falta de  medicamentos no Brasil é multifatorial.  “Isso porque o Brasil tem uma indústria farmacêutica nacional forte, mas nós somos dependentes de mais de 80% do mercado de insumos farmoquímicos externos, usados na produção desses medicamentos”, disse.

Portanto, a normalização da distribuição depende de fatores externos e não há previsão. “Depende de vários fatores externos. Dependemos de insumos farmoquímicos do exterior, que dependem de lockdown da China, que depende de greve em aeroportos… São vários fatores que interferem no mercado”, disse.

A Secretaria Estadual de Saúde informou, por meio de nota, que no estoque relativo até o último dia do mês passado, havia 30 tipos de medicamentos com estoque abaixo de 40%, dentre eles hidroxicloroquina, isotretinoína, mais conhecido como Roacutam, e morfina.

Já em Belo Horizonte, a prefeitura informou que está acima de 90% o índice de abastecimento nos postos de saúde, Unidades de Referência Secundária, Urgência e Saúde Mental.

(Com informações de Matheus Oliveira)

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