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Família alega que corpo de homem morto há 31 anos foi trocado em cemitério de BH e aciona polícia 

Irmãs perceberam durante a exumação que havia parafusos em um dos braços da vítima e alegaram que irmão nunca passou por cirurgia em vida 

Caso foi registrado no Cemitério da Consolação

O corpo de um homem que morreu há mais de três décadas desapareceu misteriosamente de um jazigo do Cemitério da Consolação, no bairro Jaqueline, na região Norte de Belo Horizonte. O relato é da família, que descobriu que Adervaldo Elias Barbosa não foi enterrado no local nessa quarta-feira (9), quando era feita a exumação dos restos mortais dele, que foi sepultado junto com sua mãe, falecida em 2017.

Na ocasião, as irmãs de Adervaldo perceberam que o corpo que estava na cova tinha diversos parafusos no braço. Porém, segundo a família, Adervaldo nunca passou por cirurgia quando ainda estava vivo.

Denilda Lidugélia de Oliveira, irmã de Adervaldo, explicou que percebeu assim que olhou para a cova que não se tratava do corpo dele. “No momento que eles começaram a cavar, nós constatamos que outro corpo está lá e que não é do meu irmão. Foi uma platina no braço. Meu irmão nunca teve esse tipo de platina ou qualquer outra coisa no corpo dele”, disse.

O homem morreu em 1991 em um acidente de carro. No entanto, não se sabe precisar quando o erro ocorreu. “A gente só quer o corpo do nosso irmão, porque já é uma situação muito difícil, muito dolorosa pra gente”, desabafou.

Denilda solicitou a exumação do corpo a pedido do próprio cemitério, que teria alegado que, devido a um decreto de 2016, não poderiam mais enterrar pessoas em terra. “Como eu estive aqui no cemitério, eles falaram que a gente tinha que fazer a exumação, porque, caso faleça algum familiar, não poderia ser enterrado no local onde estava minha mãe e meu irmão”, explicou.

A família registrou boletim de ocorrência e o caso está sendo investigado.

Resposta

Em nota, a prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica, explicou que o homem morreu vítima de acidente de trânsito ainda no hospital e que a família realizará teste de DNA para identificação dos restos mortais.

“A Fundação colocou-se à disposição da família e das autoridades para as providências necessárias”, diz parte do texto.

Veja a nota na íntegra:

"A Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica, informa que, na manhã de hoje, a familiar em questão esteve no Cemitério da Consolação para proceder à exumação do jazigo. Após reconhecer o primeiro corpo (de sua mãe), não reconheceu o segundo - de seu irmão - sepultado em 1991. No entanto, segundo informações levantadas pela equipe do cemitério, o homem faleceu em decorrência de um acidente de trânsito, ainda no hospital, após certo período de internação.

Diante do desejo da familiar em realizar teste de DNA para identificação dos restos mortais, a Fundação colocou-se à disposição da família e das autoridades para as providências necessárias."

*Com informações de João Eduardo Santana

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