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Greve na rede privada: escolas de Belo Horizonte têm funcionamento normal nesta segunda

A categoria cobra reajuste salarial de 25%; decisão pela greve foi definida em assembleia

Professores da rede particular de ensino de Belo Horizonte reivindicam direitos e indicam greve a partir desta segunda (6)

A semana começa com indicativo de greve nas escolas particulares de Belo Horizonte e em vários municípios do interior do Estado. Na capital, algumas escolas particulares têm movimento normal de estudantes na manhã desta segunda-feira (4), conforme informações do repórter Clever Ribeiro. De acordo com o Sindicato da categoria a paralisação dos professores ocorre em cerca de 400 cidades, incluindo a capital mineira.

A greve por tempo indeterminado foi definida após assembleia do Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais/Sinpro-MG ocorrida na última quarta-feira (1). Conforme o Sindicato, a categoria rejeitou a proposta feita pelos donos de escolas, que retira direitos e não recompõe perdas da inflação.

"Os docentes também reafirmaram a pauta de reivindicações da categoria e ressaltaram que não aceitarão retrocessos. Uma nova assembleia está marcada para a quarta-feira (8), às 10 horas, no pátio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Na ocasião, a categoria vai decidir o rumo do movimento."

Ainda, segundo a categoria, "os professores também fazem, nesta segunda (6), uma aula pública com assembleia, marcada para as 10 horas, em protesto contra a postura dos donos de escolas, e uma manifestação na porta do sindicato patronal, na terça-feira (7/6), às 14h30."

Reivindicação

Os professores reivindicam recomposição salarial de acordo com a inflação acumulada e um ganho real de 5%, manutenção dos direitos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), regulamentação do trabalho virtual, entre outros pontos de valorização profissional.

A presidente do Sinpro Minas, Valéria Morato, lembrou que enquanto o patronal se recusa a repor as perdas da inflação, as instituições de ensino de Belo Horizonte e região aumentaram o valor das mensalidades, em média, em 17%, nos últimos dois anos. Além disso, em outras regiões do estado, acordos com recomposição da inflação já foram assinados ou estão próximos de serem fechados. No Norte de Minas, por exemplo, os professores tiveram os salários reajustados de acordo com o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) do período, com a permanência de todos os direitos.

Patronal

Por meio de nota enviada à Itatiaia, o sindicato patronal afirmou que está negociando com a categoria e que espera resolver a situação o mais rápido possível.

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