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Mineira de 100 anos conta segredo da longevidade e revela: 'cerveja não mata ninguém'

Cleide França Neto foi a convidada do 'Por Trás do Nome' e conversou, em sua casa, com o apresentador Eduardo Costa 

Cleide completou 100 anos no mês passado

“Viver com mais vontade”. Para Cleide França Neto, que completou 100 anos no último dia 14, o segredo da vida está na forma com que você usa o seu tempo. Ela, que nasceu em 14 de maio de 1922, em uma fazenda de Sete Lagoas, na região Central de Minas Gerais, contou à Itatiaia que passa os dias pintando, bordando e se mantendo bem informada. No entanto, ela não abre mão de uma coisa: aquela cervejinha bem gelada.

Cleide se mudou para Belo Horizonte aos 13 anos de idade. O marido dela, que era funcionário público, já é falecido. “A cidade progrediu bastante, aumentou muito, quando eu vim pra cá estava muito no princípio ainda”, lembrou.

A idosa confessa que o país está passando por um momento “difícil”, com bastante intolerância e “desentendimentos” que não levam ninguém a lugar algum. Apesar das adversidades, ela confessa que ama viver. 

“Valeu a pena. Eu não tenho o que queixar da minha vida não. Já passei por muito trabalho e tudo, mas hoje em dia tá tudo em paz”, disse. 

Com sete filhos, 15 netos e seis bisnetos, Cleide revela que ama reunir a família. “Juntar todos é uma alegria”, conta a idosa que admite ser bastante noveleira. 

‘Eu gosto de cerveja’

Quando se trata da alimentação, Cleide conta que não é de comer em grandes quantidades. “Eu posso comer de tudo, mas não como muito também, mas minha alimentação é toda regulada”, disse.

Mas se tem algo que ela gosta e não esconde é aquela boa cerveja gelada. “Eu gosto de cerveja, né?”, revela Cleide que ainda completa: “Eu tomo sempre que tenho oportunidade. Meus filhos quando vem aqui eles trazem uma cervejinha pra mim”. 

Porém, ela não toma a bebida todos os dias. “Todo dia não posso. Eu quero, mas não posso”. Agora, sobre a quantidade que ela costuma beber, Cleide prefere não falar. “Isso eu não conto”, diz. 

“Cerveja não mata ninguém. Cerveja é uma bebida mais suave, né?”, acrescenta. Apesar de amar a bebida, segundo ela, não é de ficar bêbada.  “Bêbada, não. Deus me livre”, comenta Cleide.

‘Sempre estou fazendo alguma coisa’

Para Cleide, o segredo da longevidade está na forma com que ela ocupa o seu tempo. “Que a pessoa viva uma vida com mais boa vontade, afinal de contas, e que tenha uma ocupação. Eu ocupo meu tempo todo, de manhã, de tarde, eu sempre estou fazendo alguma coisa”. 

Ela, que segue uma rotina de afazeres diários, disse que quem está infeliz com a vida deve reverter a situação. 

“O recado que eu dou é que mude de vida, né? Isso não é vida não. Pra viver bastante, na minha opinião, tem que se ocupar com alguma coisa. Não pode ficar assim: ‘Ah, porque eu tô mais velho, não posso mais nada’”, aconselhou. 


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