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Venda de peixes cai 40% em Belo Horizonte

Vendedores enfrentam dificuldades para vendas e buscam estratégias para evitar prejuízos

Procura por alimentos 'quentes' causa diminuição na procura por carne branca

Mesmo com a queda natural das vendas de peixes nesse momento de frio, comerciantes, a exemplo de Alexander Santos, que está a frente de uma peixaria na capital mineira, afirmam que quem, por exemplo, precisa quer ou pode manter uma boa dieta não abre mão da carne branca mesmo em tempo de frio.

“Depois da quaresma é natural ter uma redução nas vendas e principalmente no frio também. As pessoas preferem comer um caldo, mas aqueles que estão preocupados com uma alimentação mais saudável continuam comprando. Nosso filé de tilápia fresco é um dos peixes que a gente mais vende, introduzimos também o filé de tilápia congelado, que tem um preço mais acessível para os clientes”, afirma.

Célia Almeida, de 49 anos, é dona de um buffet e estava comprando a tilápia citada por Alexandre. Ela afirma que o peixe tem seu lugar mesmo durante o frio.

“Podemos fazer um ceviche, uma isca de tilápia com ‘molhinho’ tártaro ou ensopada com molho de coentro, que também fica boa. De entradinha cai bem em qualquer evento, e de ‘quentinha’ a gente pode fazer ela ensopada com pirão”, explica.

Marco Antônio é vendedor de uma peixaria no bairro Bonfim, região noroeste de Belo Horizonte, e diz que as vendas caem 40% nesse período e a perspectiva de melhora é só quando o calor voltar.

"Nós imaginamos que essa venda melhore com a entrada do calor, mas nós temos aqui também peixes que podem ser feitos no período de frio, como a piranha que pode ser feito um caldo, ou a própria cabeça do peixe, para fazer um pirão, que aquece bem no frio”, conta.

Marco ainda diz que a estratégia para realizar mais vendas durante o frio é fazer promoções para deixar os preços mais atrativos aos clientes.

“Nós temos feito promoções para atrair a clientela, mas a questão é o ato do povo de não comer muito peixe no frio. Por exemplo, nós temos tilápia aqui entre R$27,90 e R$29,90, é um peixe mais em conta, tem mais procura. O surubim está com um preço excepcional, na faixa de R$30,00 o quilo, a gurijuba R$34,50”, completa.

Sandro Josué também trabalha como vendedor de uma peixaria na rua Bonfim, e conta sobre as dificuldades que o ramo enfrenta durante as baixas temperaturas.

“Geralmente o pessoal prefere carne. Não é uma está sendo uma venda expressiva porque acho que o pessoal está sem dinheiro, mas a gente consegue vender um pouquinho de peixe, mas no princípio do mês estava melhor que atualmente”, ressalta.

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