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Apesar do clamor nas redes sociais, 'CPI dos sertanejos' não deve sair do papel

O objetivo seria investigar contratos com cachês elevados, firmados por cantores com prefeituras do interior 

Gusttavo receberia R$ 1,2 milhão da Prefeitura de Conceição do Mato de Dentro

Parlamentares da oposição e da base governista se dividem no Congresso Nacional sobre a possibilidade de uma CPI dos sertanejos. Essa comissão é defendida por internautas, que teria o objetivo de investigar contratos firmados por cantores, como, Gusttavo Lima, com prefeituras do interior com o pagamento de cachês elevados que se aproximam a R$ 1 milhão.

Deputados federais da oposição têm defendido a investigação do pagamento dos cachês a cantores sertanejos.

“O correto seria a Câmara dos Deputados e as deputadas abrirem um processo de comissão parlamentar de inquérito para averiguar essa questão dos cachês milionários que alguns músicos sertanejos estão recebendo. (O orçamento) de R$1 milhão para um município de 17 mil habitantes é um orçamento enorme do município deles”, disse o deputado Rogério Corrêa (PT-Minas).

Segundo o parlamentar, esses recursos podem ter vindo em uma parte de emendas parlamentares do orçamento secreto. “Então, caberia a abertura de uma CPI”, acrescentou.

Já os governistas dizem que não há justificativa para uma CPI dos sertanejos. O deputado Júnior Amaral (PL-Minas) afirma que é contra a comissão parlamentar de inquérito.

“Eu não vejo nenhum sentido em criar uma CPI por gênero musical. No meu ponto de vista, isso é exatamente para perseguir apoiadores do governo federal. Porque a maior parte do sertanejo são apoiadores do presidente”, disse.

O parlamentar ainda defende que “antes de ter qualquer investigação nesse sentido, a gente também precisa levantar vultosas quantias que são transferidas via Lei Rouanet e, neste caso, em maioria de esquerda.”

Em ano eleitoral há uma avaliação de bastidores de que essa não seria uma prioridade dos parlamentares, já que eles vão voltar as atenções para as suas bases eleitorais e suas campanhas.

(Com informações de Gabriela Speziali)

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