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Mais de 50 tipos de medicamentos estão com estoque crítico na Farmácia de Minas; saiba quais

Entre os motivos relatados pela Secretaria de Saúde estão atrasos por parte do fornecedor e a espera de distribuição pelo Ministério da Saúde

Atrasos por parte de fornecedores e a espera de distribuição pelo Ministério da Saúde estão entre os problemas enfrentados, atualmente, pela Secretaria Estadual de Saúde que alerta sobre baixo estoque de 51 tipos de medicamentos nas Farmácias de Minas.

Quem explica é o secretário de estado de saúde, Fábio Bacheretti, em entrevista ao repórter Clever Ribeiro. "A Farmácia de Minas fornece 256 medicamentos à população. Destes, 20% o que representa 51 tipos estão com estoque crítico. A maior parte dele é por falta de fornecimento pelo Ministério da Saúde e outros por atraso de fornecedor. Então esse é o grande problema que a gente vem enfrentando, tanto o Ministério da Saúde quanto as secretarias estaduais de saúde do país estão com grande dificuldade de fazer a compra de medicamentos por falta de fornecedor."

Entre os medicamentos que estão com estoque crítico e que podem faltar a qualquer momento estão os que são usados para o tratamento de asmas graves e crônicas, e para transtornos neurológicos. De acordo com a avaliação do secretário de saúde a inflação tem sindo um grande dificultador no processo de compra de medicamentos. "A inflação vem prejudicando a compra dos insumos e a maior parte dos fornecedores fala que o custo deles está maior do que o valor permitido para venda."

O Congresso Nacional de Saúde (CONAS) enviou ofício para o Ministério da Saúde e a Câmara de Regulação para que haja uma mudança no teto do valor dos medicamentos para que os estados consigam comprar por valores de mercado.

A falta de medicamentos também afeta farmácias particulares em Minas Gerais. Quem explica é o presidente do Sincofarma Minas, Roni Rezende. A falta do medicamento Meleriu, Azitromicina Suspensão e alguns outros antibióticos ainda continuam em falta. Agora chega o inverno de maneira brusca com a falta de alguns antibióticos, a gente pede que o paciente volte ao médico quando não encontrar o medicamento deste pedindo a ele que faça uma indicação de um outro medicamento."

O desabastecimento dos remédios em todo o estado também preocupa o Conselho Regional de Farmácia. "Enviamos cartas ao Ministério da Saúde externando essa nossa preocupação sobre essa descontinuidade da produção de vários medicamentos. Nós precisamos transformar nossa produção de uma forma mais racional. Precisamos reindustrializar o setor e investir na produção dos insumos químicos e farmoquímicos para os medicamentos", relata a presidente do Conselho Júnia Célia de Medeiros.

Entre os medicamentos que estão em falta destaque para analgésicos e os antibióticos, como Amoxicilina e Amoxicilina mais Clavulanato de Potássio, além dos que são utilizados a nível hospitalar, como a dipirona injetável e de suspensão que tem um impacto nas UPAs e hospitais.

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