Ouça a rádio

Ouvindo...

Times

Black Friday: veja cinco dicas para evitar fraudes e aproveitar os melhores descontos

O especialista em finanças pessoais, Diogo Gonçalves, comenta como garantir preços baixos sem comprometer o orçamento

Oficialmente a Black Friday só acontece na última sexta-feira do mês, mas assim que novembro começa, as vitrines e lojas virtuais são tomadas por anúncios de descontos em diversos produtos. O especialista em finanças pessoais, Diogo Gonçalves, afirma que as promoções podem ser uma boa oportunidade para o consumidor economizar, mas ele deve ficar atento a possíveis fraudes e golpes.

Veja as principais dicas para aproveitar a Black Friday sem dor de cabeça:

1) Pesquise os preços

O segredo para garantir uma boa compra é pesquisar antes. De acordo com Gonçalves, o ideal é que o consumidor aproveite o período para comprar itens que já queria ou precisava.

“A primeira dica é não comprar só porque está em promoção, mas comprar porque você já precisa de um produto e chegou uma boa oportunidade. Para tomar a decisão de comprar, o ideal é se planejar durante o ano, se organizar. Às vezes você quer trocar uma geladeira, comprar um celular, coisas que não são uma necessidade urgente. Então, você aguarda uma boa oportunidade para comprar aquilo que você gostaria ter”, explica.

2) Cuidado com o parcelamento

O especialista comenta que pagar à vista sempre é a melhor opção para manter as finanças controladas. Mas, caso o consumidor não tenha o dinheiro todo, ele deve ficar atento às condições de parcelamento.

“Se você for comprar um telefone ou alguma outra coisa que não seja uma necessidade urgente, eu diria para que você só compre se tiver dinheiro para pagar à vista. Mas vamos supor que a geladeira estragou e você precise comprar uma nova, não dá para esperar. Nesses casos, é aceitável parcelar, mas na menor quantidade de vezes possíveis. Claro, que dentro das condições de cada um. O ideal é dividir as parcelas de forma que você consiga honrar esse compromisso, para que você não se endivide”, orienta.

Diogo Gonçalves ainda alerta para os perigos do parcelamento sem juros. “Muitas vezes as lojas falam que se você pagar parcelado, você não tem juros. Pode ser verdade, mas pergunte antes se tem desconto para pagamento à vista. Se tiver, significa que tem juros nesse parcelamento. Então, muita atenção para não cair nessa pegadinha ‘não juros’ no parcelamento”, diz.

3) Como saber se o desconto vale a pena?

Caso o consumidor não tenha pesquisado os preços dos produtos desejados ao longo do ano, a dica é recorrer às ferramentas de pesquisa de preços, disponíveis na internet. As ferramentas são ótimas aliadas para evitar golpes e descontos falsos.

Buscadores de preços

Ao pesquisar um produto em sites como Buscapé, Zoom e Google Shopping, o consumidor pode, além de comparar os preços em diferentes lojas virtuais, analisar o histórico ao longo do ano. Dessa foram, é possível verificar, por exemplo, se houve um aumento de preço antes do anúncio da promoção - a chamada “Black Fraude”. O consumidor consegue ver também se o item entra em promoção em outras épocas do ano.

Mercado Mineiro

O site Mercado Mineiro divulga a cada 15 dias uma pesquisa sobre os preços de um rol de produtos em Minas Gerais. É possível ver se ao longo do tempo o item está subindo, baixando ou mantendo um valor estável.

4) Comprar pela internet ou em lojas físicas?

O especialista em finanças pessoais comenta que não há uma resposta única. Depende de cada caso. “Eu digo que o maior macete é pesquisar e negociar. Vá em vários lugares e pesquise o preço do que você quiser. Depois, é pechinchar. Diga que os preços que viu em outros lugares e tente fazer uma melhor negociação. Na internet é mais difícil, mas pessoalmente você consegue negociar e tentar buscar um preço mais em conta”, afirma.

As lojas físicas também tem a vantagem de ver, tocar e, dependendo do item, experimentar o produto. A ideia, segundo Diogo Gonçalves, é aproveitar os benefícios de cada lugar para fazer a melhor opção.

Apesar ser possível negociar nas lojas físicas, nem sempre elas têm os melhores preços. “Na internet costuma ser mais barato porque a empresa tem um menor custo de operação. A loja que está no shopping tende a ser mais cara porque tem uma estrutura (vendedor, estoque, aluguel do espaço) atrás daquela marca. Para economizar, você pode pesquisar na internet os preços, anotar no celular ou em um bloco de notas e ir até uma loja física. Se o preço tiver semelhante, aí você tenta uma negociação”, aconselha Gonçalves.

5) Compre em sites confiáveis

Caso o consumidor escolha comprar pela internet, é preciso cautela. Para ter certeza da procedência do produto e se o vendedor, ou a loja, é confiável, algumas ferramentas online podem ajudar.

“Cuidado ao comprar coisas online que não vão te entregar. Eu gosto sempre de olhar no sites as avaliações dos vendedores. Avaliação é uma coisa super importante. Também oriento usar o site Reclame Aqui. Ele é uma peça chave para passar segurança para o consumidor. As pessoas vão lá e relatam o que não foi entregue ou outros problemas indesejados. Vamos utilizar dessa ferramenta de transparência da empresa a nosso favor”, destaca.

Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.
Leia mais